A constante quebra da frota de caminhões da coleta de lixo orgânico da Emdurb continua gerando reclamações de munícipes que não tiveram seus resíduos recolhidos em alguns bairros de Bauru. As queixas são de moradores do Parque Vista Alegre, Jardim Eldorado, Beija Flor, parte do Mary Dota, Jardim Marília, Vila Garcia, Colina Verde, Giansante, parte da Pousada da Esperança e Chácaras Bauruenses. Atualmente, segundo o diretor de Limpeza Pública da Emdurb, Fabiano de Almeida Serpa, a empresa municipal tem 23 veículos. Seis deles estão com quebra de longa duração, seja de peças em falta no mercado ou motor fundido, por exemplo. Outros três estão estavam em conserto rotineiro nesta quarta-feira (25) e há 14 nas ruas para atender os 28 setores do município. Quinze áreas são atendidas de manhã, três à tarde e 10 à noite.
Uma das alternativas para minimizar o problema da população será o aluguel de três caminhões, afirmou Everson Demarchi, que está há pouco mais de um mês na presidência da Emdurb. De acordo com ele, haverá o processo de ata de registro de preço para ter uma frota maior. "Com isso, conseguiremos equalizar o problema da coleta, devido a tantas quebras. E o processo para as empresas participarem deve ocorrer nas próximas semanas", comenta.
Serpa acrescenta que a idade dos caminhões é um dos principais problemas para os veículos terem que ir e vir da oficina com bastante frequência. "Os mais novos já têm quase três anos de uso. E a quebra de um caminhão é trabalhosa de consertar. É diferente de um carro, por exemplo. Eles transportam durante muito tempo, cerca de 18 horas por dia, um peso muito elevado, de até nove toneladas de lixo. São cinco viagens por dia. Alguns levam 6 horas para ser consertados e outros uma semana. Temos um caminhão aqui que foi fabricado em 2004, ou seja, tem 18 anos de uso", frisa o diretor de Limpeza Pública.
PROBLEMAS
De acordo com Osni Aro, aposentado que reside na Alameda Primavera, no Vista Alegre, a coleta não aconteceu no último sábado e nem na terça-feira de manhã. Juarez Arantes também reclama da falta do serviço da Alameda Cônego Aníbal Difrância.
"É ruim quando atrasa e a gente não é informado. Porque evitaríamos de deixar os sacos na rua para os animais não rasgarem e espalharem o lixo pela calçada. Até no alto das lixeiras os cães estão fuçando. A Emdurb tem um problema antigo de comunicação. A gente liga lá e ninguém atende o telefone. Difícil", reclama Osni.
Já Jefferson Quintino, bancário que mora na rua São Roque, no Jardim Eldorado, se queixa que a coleta também não passou por lá na segunda-feira.
VAI DIVULGAR
A mesma dificuldade de comunicação apontada por Osni Aro é algo que o JC se depara com frequência. O jornal questiona a Emdurb com dúvidas de leitores e internautas, por meio da assessoria de imprensa, mas as respostas são demoradas e, às vezes, levam até três dias para serem completamente esclarecidas.
Everson Demarchi diz que, apesar de ter assumido recentemente, vai providenciar melhorias no setor. Uma delas será a comunicação diária sobre os veículos quebrados e bairros afetados.
Segundo Everson e Fabiano Serpa, partir de agora, com o objetivo de informar os munícipes com a máxima antecedência possível, a Emdurb vai informar, por meio da imprensa, se alguma região for impactada com o atraso na coleta de lixo.
Segundo convenção coletiva da categoria, os caminhões precisariam sair da garagem com quatro coletores e o motorista.
No entanto, em apresentação de contas do quadrimestre, ontem, na Câmara, Serpa esclarece que devido à equipe reduzida as equipes têm três coletores, o que não prejudica o serviço, segundo ele. O diretor esclarece ainda que os grupos de coleta não contam com reeducandos e que uma alternativa para não ter gastos com horas extras é remanejar o efetivo dos servidores.