Rio de Janeiro - A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou nesta quarta-feira (26) o reajuste anual de 15,5% para planos de saúde individual e familiares. O reajuste oficial será considerado para o período referente a 1 de maio de 2022 e 30 de abril de 2023.
Essa é a maior alta desde 2000, quando entrou em vigor o modelo atual de reajuste. O percentual mais elevado já autorizado pela ANS até hoje havia sido de 13,57% em 2016.
O percentual deve impactar cerca de 8,9 milhões de consumidores de planos individuais de saúde no Brasil. O reajuste divulgado pela ANS não vale para planos coletivos empresariais e por adesão.
Em 2021, pela primeira vez, os planos individuais tiveram reajuste negativo (-8,19%) por causa da queda na utilização dos serviços da saúde suplementar e a consequente redução das despesas assistenciais em 2020 em razão da pandemia.
A decisão não se aplica aos planos coletivos, sejam empresariais ou por adesão. Ela incide apenas nas mensalidades dos contratos individuais e familiares firmados a partir de janeiro de 1999. São aproximadamente 8 milhões de beneficiários, o que corresponde a 16,3% do mercado de saúde suplementar.
Em nota divulgada em seu portal eletrônico, a ANS sustenta que tanto o reajuste negativo de 2021 como o reajuste histórico deste ano possuem relação com os efeitos da pandemia da Covid-19. "Não se pode analisar o percentual calculado para 2022 sem considerar o contexto e os movimentos atípicos no setor de planos de saúde nos últimos dois anos", diz o texto.