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Morte por asfixia: Comissão Arns pede prisão de policiais envolvidos

FolhaPress
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São Paulo - A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns vai divulgar nesta sexta (27) uma nota pública pedindo a prisão cautelar dos policiais envolvidos na morte por asfixiamento de um homem de 38 anos em Sergipe. Houve também um "Ato em Justica por Genivaldo", convocado pelo Movimento Negro Unificado, em frente a Subcorregedoria da Polícia Rodoviária Federal de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (27), como resposta "à perversa execução de Genivaldo de Jesus Santos", homem negro de 38 anos, com transtornos mentais, em Sergipe, na ultima quarta-feira (25), Genivaldo foi morto por asfixia após policiais o prenderem no porta-malas da viatura e jogarem gás lacrimogêneo.

Na nota, a Comissão Arns chama os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de "torturadores" e afirma que a "atrocidade foi cometida diante dos olhos de todos, por policiais rodoviários federais indignos do distintivo que simboliza a confiança pública até então neles depositada".

"Havendo comprovação inequívoca da prática do crime e fortes indícios de sua autoria, bem como risco para a ordem pública e a instrução processual, impõe-se a prisão cautelar dos torturadores, além de seu pronto afastamento do prestigioso cargo que não tinham e não têm mais nenhuma condição de exercer", diz trecho da nota assinada por José Carlos Dias, presidente da Comissão.

O texto também afirma que a entidade vai acompanhar todos os procedimentos de apuração para que a lei seja aplicada. 

Na quinta (26), um dia após o ocorrido em Sergipe, a PRF decidiu afastar das atividades de policiamento os agentes envolvidos na morte de Genivaldo de Jesus Santos.

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