Saúde

O que já se sabe sobre a hepatite em crianças

Ana Lucia Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

Os casos de hepatite aguda em crianças registrados desde abril deste ano em 26 países, inclusive no Brasil, desafiam a medicina. Há suspeitas, mas nenhuma pista é conclusiva - ao menos por enquanto. Porém, os sinais mais consistentes até agora sugerem o envolvimento do coronavírus. Enquanto isso, a doença continua a avançar.

De todas as hipóteses, uma é sabidamente inocente. É nula a possibilidade de a doença ser efeito colateral da vacinação contra a Covid-19. O motivo é claro: a maioria das crianças doentes não foi vacinada. Quase todas têm menos de 5 anos, idade mínima até agora para a imunização contra a doença no País. As vítimas também intrigam os cientistas. Não se sabe bem por que somente algumas crianças são afetadas e menos ainda como contraíram a doença.

Há tantas incertezas sobre a hepatite aguda infantil que, ao formar um painel para investigar possíveis causas, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA teve dificuldade para selecionar especialidades, já que são muitas as frentes de pesquisa, como virologia, imunologia, epidemiologia, hepatologia, genética, infectologia e pediatria. Não à toa, a revista "Lancet" intitulou seu artigo sobre o assunto de "Explicando a inexplicada hepatite em crianças".

O Reino Unido tem o maior número de registros da doença, com 197. Até 20 de maio, 11 dessas crianças haviam recebido transplantes de fígado. Os EUA têm o segundo maior número de crianças doentes registrado, 180, mas assim como o Brasil, não confirma a ocorrência da doença - só indica que os casos estão sob investigação.

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