Economia & Negócios

Restituição do IR: fuja de golpes

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Os golpistas estão se aproveitando do pagamento da restituição do Imposto de Renda pela Receita Federal para tentar roubar dados dos clientes por meio de mensagens enviadas por e-mail. As mensagens chegam na caixa de entrada em plena campanha de entrega da declaração do IR 2022, cujo prazo final é 31 de maio.

Em geral, os e-mails informam que o contribuinte tem um valor de restituição a receber e indicam algum link ou campo no qual o cidadão precisa clicar para conferir os valores e ter acesso ao dinheiro. O e-mail tem logotipo gov.br - do governo federal - e se aproveita dos cem anos do Imposto de Renda para parecer que se trata de um documento oficial enviado pelo fisco.

Ao clicar no link indicado - em uma barra azul - o trabalhador poderá ter os dados roubados e, com eles, os golpistas poderão cometer fraudes em nome do contribuinte, como pegar empréstimos bancários, pagar contas altas, fazer compras e até transferir dinheiro para si.

Emilio Simoni, executivo-chefe de segurança da PSafe, empresa de segurança na Internet, explica que há muitos golpes e que eles são sazonais, ou seja, ocorrem conforme a época. Neste caso, os fraudadores se aproveitam da campanha do IR. Se o contribuinte abrir o link no computador, o golpista fica esperando o cidadão fazer uma operação bancária, também no computador, para invadir a conta-corrente ou a poupança.

Caso o trabalhador abra em seu celular o link enviado, ele estará sujeito a mais fraudes ainda, pois será possível acessar aplicativos e fazer transações, principalmente em apps de compras, entregas e assinaturas.

RECEITA NÃO ENVIA LINKS

"A Receita Federal não envia WhatsApp ou e-mail para o contribuinte com links. O canal de comunicação oficial é sempre por meio do e-Cac. Em caso de dúvidas, sempre confirme na caixa de entrada do e-Cac [se há alguma comunicação]. Se não tiver nenhum aviso lá, muito provavelmente trata-se de uma tentativa de golpe", diz Beatriz Finochio, especialista em direito tributário.

Fabricio Polido, professor associado da Universidade Federal de Minas Gerais, afirma que a principal dica e mais importante é que a maioria dos órgãos públicos não envia mensagens sem autorização do cidadão. "Importante lembrar que, como muitos órgãos da administração pública federal, a Receita apenas envia e-mail ou mensagem por SMS com consentimento expresso do contribuinte. Essa autorização é sempre feita de modo prévio. Ou seja, um destinatário precisa ter autorizado o contato anteriormente", explica o professor Fabricio Polido.

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