Pequim - No último dia de uma rara e polêmica visita à China, a alta comissária de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, declarou neste sábado (28) que pediu a Pequim que reveja suas políticas antiterrorismo para evitar "medidas arbitrárias" contra minorias muçulmanas.
Bachelet afirmou, no entanto, que a viagem de seis dias, que incluiu uma visita a Xinjiang --região autônoma no noroeste onde Pequim é acusada de reprimir a etnia uigur--, não foi uma investigação às políticas de direitos humanos do país, mas uma oportunidade de "conversar francamente".
MUÇULMANOS DETIDOS
Pequim é acusada de manter 1 milhão de uigures e outras pessoas de minorias muçulmanas em centros de detenção, de esterilizar mulheres e forçar esses cidadãos a realizar trabalhos forçados.
A viagem foi organizada em um "ciclo fechado", com os participantes isolados dentro de uma bolha para evitar a disseminação da Covid-19.
A ex-presidente chilena de 70 anos negou que suas reuniões en Xinjiang tenham sido supervisionadas pelo regime chinês. Ela disse ainda que as autoridades da região garantiram o "desmantelamento" de "centros de formação profissional" que as organizações humanitárias qualificam como campos de reeducação forçada.A primeira visita de um líder de direitos humanos das Nações Unidas à China em 17 anos foi criticada por ativistas e políticos.