Internacional

Trump defende direito às armas

FolhaPress
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Washington - O ex-presidente Donald Trump fez um dos principais discursos do encontro anual da NRA, entidade do setor de armas de fogo dos EUA, na última sexta (27). Ele defendeu o direito dos americanos de terem armas e ressaltou que a melhor forma de evitar novos massacres, como o ocorrido em Uvalde nesta semana, é reforçar o cuidado com saúde mental e as barreiras nas escolas.

No entanto, a plateia que foi ver Trump ao vivo precisou deixar as armas do lado de fora do salão onde ele discursou. A determinação foi feita pelo Serviço Secreto, que faz a proteção do ex-presidente e impede a entrada com armamentos, inclusive facas, em eventos onde ex-presidentes participem. Assim, foram colocados detectores de metal na entrada do local.

O ex-presidente pediu um minuto de silêncio pelas crianças mortas em Uvalde e leu os nomes das vítimas. Ele chamou o atirador de "lunático fora de controle" e criticou políticos e ativistas que pedem mudanças no acesso às armas.

"Testemunhamos um desfile familiar de políticos cínicos buscando explorar as lágrimas das famílias para aumentarem seu próprio poder e tomar nossos direitos constitucionais. Toda vez que uma pessoa perturbada comete um crime odioso, há um esforço grotesco de alguns da nossa sociedade para avançar sua própria agenda política extrema", afirmou Trump.

Para ele, a saída para prevenir novos massacres é que famílias e educadores reforcem a atenção para detectar pessoas próximas com problemas emocionais. "Temos que mudar radicalmente nossa abordagem sobre saúde mental. Facilitar o confinamento dos violentos e com problemas mentais em instituições. E lidar com o problema das famílias partidas, porque nenhuma lei pode curar os efeitos de um lar partido. Não há substituto para uma mãe forte e um grande pai."

O ex-presidente defendeu ainda que escolas reforcem a segurança, com medidas como ter apenas uma porta de entrada e saída, com detectores de metal, para evitar a entrada de pessoas armadas.

O evento da NRA é realizado em Houston, no Texas, a cerca de 450 km de Uvalde, onde um atirador de 18 anos invadiu uma escola e matou 19 crianças de uma escola primária, na terça (24). O assassino usou um rifle que tinha comprado legalmente, dias após atingir a maioridade, e foi morto pela polícia.

A entidade, que manteve o encontro mesmo após apelos por um adiamento, considerou o ataque como um "ato de um criminoso isolado e problemático".

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