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De olho no futuro: assistência qualificada e compromisso social


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Desde que a pequena Gabrielly Silva, de 7 anos, nasceu na ambulância do Samu, em 1 de janeiro de 2015, inúmeras melhorias foram implantadas na Maternidade Santa Isabel. Naquela época, com três anos de nova gestão, a unidade ainda não possuía um protocolo fechado de planejamento familiar e a reforma predial, que recebeu um investimento de cerca de R$ 30 milhões, estava bem no começo.

Hoje, apesar da excelente estrutura física oferecida aos usuários do SUS desde a porta do Pronto Atendimento até a recepção do Instituto da Mama, anexo ao prédio principal, o maior valor destacado por gestores da Maternidade Santa Isabel é quem está atrás dos equipamentos de ponta e dos botões e avisos sonoros dos modernos aparelhos da UTI: o potencial profissional e humano nutrido e acolhido nesses últimos 10 anos. Ao todo, há 435 pessoas, do administrativo à assistência, que, nas suas mais diversas áreas de atuação, trabalham em prol de mulheres, bebês e seus familiares.

Tamanho esforço é notado. A trabalhadora autônoma Nilda Godoy Bueno da Silva, de 52 anos, avó de Gabrielly, é nascida e criada em Bauru e sente orgulho por dizer que filhos, netos e sobrinhos vieram ao mundo no hospital. "Eu e a minha mãe, de 89 anos, somos muito gratas aos médicos que já nos acolheram por lá, especialmente ao doutor Pedro Tobias, que sempre nos atendeu muito bem", conta. "Em 2015, tive a alegria de ver a minha neta cuidada pela equipe da unidade e, já em uma estrutura muito bonita, ela ganhou até uma cesta de boas-vindas por ter sido a primeira do ano", recorda Nilda, que cuida da neta com todo o carinho.

"Nós contamos com uma gama imensa de profissionais dando o melhor de si e, como pano de fundo, o contexto da assistência empática e humanizada", narra o diretor administrativo Adilson Zamarin, que atua na unidade desde janeiro de 2013. "Tudo isso pode ser conhecido in loco, já que um dos diferenciais da Maternidade é a possibilidade de a gestante e o seu acompanhante visitarem a unidade para conhecerem toda a estrutura e rotina antes do parto, tendo sempre o respaldo de um profissional da casa sanando todas as dúvidas", completa Zamarin.

Exames neonatais, como teste da orelhinha, da linguinha, do coraçãozinho e do olhinho, são oferecidos na rotina da Maternidade para todos os bebês nascidos no local. Aos prematuros, o hospital oferece um serviço especializado no qual uma equipe multiprofissional os acompanha ambulatorialmente até a idade pré-escolar, quando os cuidados devem ser redobrados.

O olhar atento da atual gestão também recai sobre os riscos de uma gravidez indesejada e não programada, o que fez a equipe empregar esforços em conquistar apoio por meio de emendas parlamentares para realizar um grande projeto: a oferta de métodos contraceptivos de longa duração, de maneira 100% gratuita, às pacientes consideradas socialmente vulneráveis logo após o parto.

JÁ PARA O FUTURO...

A enfermeira Aniela Nascimento Pivoto, de 45 anos, gerente de Enfermagem da Maternidade, traz um olhar sensível e atento para melhorias que ainda podem ser feitas.

Está em análise, por exemplo, um projeto para implantar práticas integrativas no Centro de Parto Normal, com massagens e uso de óleos essenciais durante os trabalhos de parto. "Nós queremos aliviar ainda mais o estresse na hora do trabalho de parto", informa.

Outro projeto em andamento é para o acolhimento de mães que chegam em óbito fetal, já que há o entendimento de que elas precisam receber um atendimento mais sensível por conta do luto que estão vivendo. "Essas mães terão os seus partos em um quarto fora do ambiente de festividade dos partos de rotina e receberão a atenção assistencial que merecem nesse momento crítico", finaliza.

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