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HC vai ter 45 dias de transição para iniciar o atendimento gradualmente

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 3 min

Durante o Governo na Área, ontem, em Bauru (leia na pág. 4), o governador Rodrigo Garcia (PSDB) assinou o contrato de gestão com a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência (Faepa) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, organização social (OS) de saúde que fará a gestão do Hospital das Clínicas de Bauru, localizado no prédio novo que fica no câmpus da USP.

Após a assinatura, haverá um período de aproximadamente 45 dias para transição entre o funcionamento do atual hospital de campanha e o atendimento geral, a que será destinado o HC, conforme explicou, ontem, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Segundo o secretário, o HC iniciará a transição pelo atendimento das especialidades clínicas, que vão sendo ampliadas à medida das necessidades. A partir daí, também serão ampliadas, de forma gradual, as unidades de terapia intensiva (UTIs) e especialidades cirúrgicas. "O atendimento será de clínica geral, mas o hospital será referenciado para atendimento de média e alta complexidade", afirmou.

Já sobre o Manoel de Abreu, o secretário explicou que a unidade estará com capacidade de atendimento a partir desta terça-feira (31), e vai atender 79 leitos, cinco para pacientes com tuberculose, mas também dependentes químicos e pacientes de longa permanência. "A importância deste hospital é que acaba permitindo a retirada dos pacientes que estão há meses nos hospitais, que serão acolhidos aqui", ponderou.

A diretora-executiva da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), que vai administrar o Manoel de Abreu, Deborah Maciel Rosa, também opinou sobre a importância da reabertura. "Melhora nossa rotatividade de leitos e a gente espera que reduza as filas de demanda reprimida que a gente sabe que tem em toda região. Outro ganho é que os pacientes de Bauru tinham que ir para outros municípios para fazer a desintoxicação aguda, com estes 15 leitos poderão fazer este tratamento no próprio município".

MANIFESTAÇÃO DO CENTRINHO

Durante o Governo na Área, Rodrigo Garcia recebeu um documento entregue pela vereadora Estela Almagro (PT) e integrantes do grupo que defende a manutenção do Centrinho vinculado à USP, intitulado "Razões pelas quais o HRAC deve permanecer na USP ao invés de ser transferido para uma OS e desaparecer".

Em um trecho, o documento ressalta o fim do HRAC se entregue a uma organização. "Não é razoável nem aceitável que o HRAC-USP seja condenado à extinção e transferido para uma organização social de saúde", destaca o texto.

Porém, o governador reafirmou que Centrinho terá sua gestão transferida para a nova entidade que fará o gerenciamento do HC, mas se comprometeu a ampliar os serviços prestados. "A Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, que assume o Hospital das Clínicas, assume também o custeio e a manutenção do Centrinho. Isso é fruto de um grande entendimento com a comunidade universitária, através da autonomia universitária tomaram a decisão de que seria fundamental ter sob o mesmo prisma administrativo o Centrinho e HC juntos, mas reafirmo aqui que a abertura do HC, a vinda da Faculdade da USP de Ribeirão Preto para administrar o HC e o Centrinho tem como objetivo a melhoria e ampliação dos serviços do Centrinho", afirmou Garcia.

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