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Média diária de casos de Covid sobe de 30 para 100 e acende sinal de alerta

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

A média diária de casos de coronavírus em Bauru saltou de 30 para 100 registros neste final de mês. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde, que acendeu o sinal de alerta. Mesmo ainda não considerando o aumento alarmante, a pasta aconselha que a população reforce os cuidados básicos, como uso de máscaras - principalmente em ambientes fechados -, álcool em gel e distanciamento. Inclusive, o Comitê de Enfrentamento da Covid-19 do Estado também recomendou a volta da proteção facial (leia mais na página 15).

De acordo com Ezequiel Santos, diretor do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) de Bauru, a elevação de registros foi sentida mais para o final de maio. A média diária de cerca de 100 casos ocorreu entre os últimos dias 20 e 25 e, desde então, se manteve estável nesse patamar. Na semana anterior a essa marca, estava em aproximadamente 30 confirmações ao dia.

"Nós não consideramos esse número alarmante ainda, pois ele está bem abaixo dos cerca de 300 a 400 registros diários que tivemos em janeiro deste ano, quando houve a terceira onda. E, por conta da estabilidade na média, avaliamos que ela pode começar a cair em breve. Mas, nós recomendamos que a população adote os cuidados de prevenção, principalmente em ambientes fechados, para reforçar essa tendência [de queda]", aconselha o diretor, lembrando que, apesar de recomendável, o uso de máscaras segue facultativo.

A crescente nas infecções também não resulta, até o momento, em um aumento preocupante de internações, analisa Santos. Nesta terça-feira (31), no hospital de campanha da Covid-19, os 20 leitos de enfermaria estavam com 50% de ocupação. Já 70% das dez vagas de UTI do local contavam com pacientes, informa a Secretaria de Estado da Saúde.

Esse impacto menor nas internações mesmo com o aumento de casos, segundo Santos, é resultado da boa cobertura vacinal, uma vez que a maioria dos novos infectados desenvolve sintomas leves da doença.

"Há, claro, uma grande demanda por atendimento em relação às síndromes respiratórias no geral, que se acumulam nas portas das unidades de saúde, situação já característica desta época do ano. Mas a demanda, neste momento, não é pelos casos de Covid-19", assegura o diretor do Departamento de Saúde Coletiva.

SUBNOTIFICAÇÃO

Por outro lado, várias das pessoas com quadros menos graves, provavelmente para evitar ficar horas aguardando por atendimento em unidades de saúde, têm optado pela realização de autotestes do coronavírus. Inclusive, conforme o JC noticiou, esse fato até levou a uma 'corrida' recente pelo item, que chegou a se esgotar nas farmácias.

Contudo, Santos explica que o autoteste é usado para rastreamento e não vale como diagnóstico da Covid-19. Ou seja, os resultados não são contabilizados nos boletins epidemiológicos da prefeitura, o que pode estar gerando uma grande subnotificação de casos.

"Isso nos preocupa, porque, dependendo da proporção, podemos perder a dimensão da doença na cidade. Então, os pacientes que testarem positivo devem procurar atendimento médico para realizar novo exame, ou para que o profissional valide aquele resultado e contabilize o caso", completa.

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