Regional

Polícia identifica mulher que se passava por autoridades para extorquir o ex

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A Polícia Civil de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), identificou uma suspeita de se passar por autoridades para extorquir dinheiro do ex-marido. No período de um ano, de acordo com as investigações, a vítima teria sido coagida a transferir R$ 130 mil para a mulher. Em depoimento, a investigada confessou o crime, que será apurado por meio de inquérito. O celular dela foi apreendido para a realização de perícia.

A suspeita, uma cabeleireira de 28 anos, que mora em Pardinho, contou à polícia que conviveu com o ex-marido por cerca de oito anos e que, juntos, eles têm um filho de 6 anos. Com o fim do relacionamento, há cerca de dois anos, ele passou a pagar pensão alimentícia para o filho. O valor mensal foi fixado pela Justiça em meio salário mínimo, o equivalente a aproximadamente R$ 600,00.

A investigada justificou que, por considerar o valor da pensão baixo, passou a ameaçar o ex-marido, por mensagens e ligações, dizendo que iria denunciá-lo à polícia, e a exigir valores mais altos. Por já ter sido preso, ele acreditou que pudesse ser prejudicado e, há aproximadamente um ano, começou a depositar na conta bancária dela valores bem maiores do que os estipulados judicialmente.

De acordo com a Polícia Civil, a suspeita também teria se passado por advogada, juiz e oficial de Justiça, e pedido a uma irmã que simulasse ser psicóloga do Fórum, para extorquir a vítima. Em uma das conversas, achando que falava com juiz, o homem disse que passava necessidades, pois depositava todo o dinheiro que recebia para a ex-mulher. Ela, então, teria enviado para ele marmitas e pizza.

A investigada revelou à polícia que gastou todo o dinheiro recebido por meio das extorsões - que incluíam até ameaças de falsa denúncia de estupro - em passeios, viagens e lanches. A vítima teria sido coagida a depositar para a mãe de seu filho, em média, cerca de R$ 10 mil por mês. Em um ano, de acordo com a Polícia Civil, os valores transferidos, comprovados por meio de extratos bancários anexados aos autos, chegaram a R$ 130 mil. O caso segue sob investigação.

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