Economia & Negócios

Diferença de preço de remédios chega a 43%, revela pesquisa

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Pesquisa realizada pelo Procon-SP revelou que a diferença de preços de medicamentos de referência ("de marca"), vendidos online, pode chegar a 43%. O produto com maior variação foi o Citalor (atorvastatina cálcica), da Pfizer, de 10 miligramas e 30 comprimidos. Em um site, o valor encontrado foi de R$ 129,99 e, em outro, R$ 90,59, uma discrepância de 43,49%.

O levantamento foi feito nos dias 11, 12 e 13 de maio pelo Núcleo de Inteligência e Pesquisas do Procon-SP e comparou preços de medicamentos em sites de seis drogarias: Drogaria São Paulo, Drogasil, Extrafarma, Droga Raia, Pague Menos e Ultrafarma. "Como são farmácias de rede, podemos concluir que estas variações também se aplicam à realidade de Bauru", comenta a coordenadora do Núcleo Regional do Procon-SP, Silvia Mondejar Piche.

Para a pesquisa, não foram considerados eventuais descontos ou custos com frete e sim apenas os valores anunciados. A lista incluiu um total de 27 produtos que foram divulgados em, ao menos, três dos sites consultados.

Segundo o Procon-SP, os preços variam de acordo com critérios livremente estabelecidos pelo vendedor, porém, as farmácias não podem cobrar acima do permitido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMed), conforme determina a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

MÁXIMO

Silvia Piche alerta, inclusive, que a lista de preços máximos (PMC) permitidos para a venda é atualizada mensalmente e precisa ser disponibilizada pelas drogarias para consulta dos consumidores, dentro do estabelecimento ou no site da empresa. O documento também pode ser acessado na página eletrônica da Anvisa.

"É raro encontrarmos irregularidades neste sentido em nossas fiscalizações, mas já aconteceu. O consumidor, portanto, deve ficar alerta", orienta. Já em relação à variação de preços, a coordenadora recomenda que as pessoas pesquisem bem antes de efetuar a compra.

"Hoje, está mais fácil fazer essa comparação, porque a maioria das grandes redes já trabalha com comércio online. Basta o consumidor entrar no site, não precisa nem sair de casa. É importante pesquisar, porque a variação sempre é grande", acrescenta.

O Procon-SP também comparou 26 medicamentos comuns às pesquisas realizadas em maio de 2021 e 2022. De um ano para outro, houve aumento de 13,3% no preço médio dos remédios, sendo que a inflação no período analisado teve alta de 12,48%.

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