Geral

Rejeitado até por empresa, recape da av. Rodrigues Alves vira novela

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Iniciada em novembro do ano passado, a obra de recuperação da avenida Rodrigues Alves, aguardada há várias gestões pela população de Bauru, voltou para a esfera da indefinição. Isso porque até a empresa que venceu a licitação no ano passado e vinha realizando o serviço confirmou ao município, nos últimos dias, seu desinteresse em prosseguir com a segunda etapa do projeto, considerada a mais complexa por envolver toda a retirada do asfalto velho e da base, entre as quadras 2 e 13, que vai da avenida Nações Unidas até a av. Pedro de Toledo. Tomada por buracos e ondulações, essa é justamente área mais problemática da Rodrigues e a que mais causa incômodo e riscos a quem utiliza o local diariamente.

Diante da situação, a atual administração iniciou tratativas junto às secretarias de Negócios Jurídicos e de Obras e deve rescindir o contrato com a RA Infraestrutura S/A, com a possibilidade, inclusive, de aplicar multa pela rescisão.

Como saída para o problema, o município sinaliza que tem avaliado acionar a segunda colocada na licitação, realizada em julho do ano passado, para assumir a obra.

"Este processo de mudança da empresa necessita de toda a análise jurídica e financeira, o que está sendo feito neste momento", informa em nota a prefeitura. Estimada em R$ 3,5 milhões, a recuperação da Rodrigues tem R$ 2,8 milhões de emenda do deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB) e o restante é contrapartida municipal.

TRECHOS CONCLUÍDOS

Embora haja indefinição da obra no trecho mais problemático da avenida, o serviço de recuperação tem andado. De novembro de 2021 até o presente momento, a empresa executou a primeira etapa, que previa o recape nos dois sentidos da via entre as quadras 14 e 19, trecho que vai da avenida Nações Unidas até o Cemitério da Saudade.

Também está em fase de execução e, segundo a prefeitura, deve ser concluído até o final deste mês, todo o recape da avenida Pedro de Toledo. No sentido Centro-Vila Falcão da avenida, o recape já está concluído.

O JC tentou contato com a RA Infraestrutura S/A por telefone e e-mail, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.

À ESPERA

Enquanto a recuperação total da Rodrigues não acontece, usuários da via, como Claudia Vieira Correa, 48 anos, continuam enfrentando os chacoalhões diários e colecionando episódios de aborrecimento.

"Já vi muita gente ser lançada dentro do ônibus, só não machucam porque, geralmente, o circular tá cheio, devagar e as outras pessoas seguram e ajudam. Minha nora mesmo caiu dois meses depois de dar a luz e teve problemas nos pontos por causa do esforço. Ela estava com a bebê no colo dentro do coletivo, sorte não ter sido pior", conta Claudia. "É triste ver Bauru, uma cidade tão grande e bonita, com aspecto de largada e cheia de buracos até em avenidas importantes", completa a mulher.

Em rápida volta pela via, nesta quarta (8), a reportagem constatou que as quadras 8 e 9, sentido Centro-Vila Falcão, são as mais tomadas por buracos e ondulações. Até uma placa de madeira foi lançada sobre um buraco na q.9 a fim de diminuir o impacto de veículos.

Comentários

Comentários