Ancara - Pressionada internacionalmente, a Rússia voltou a propor nesta quarta (8) o estabelecimento de corredores marítimos para escoar toneladas de grãos bloqueadas na Ucrânia. A paralisia nas exportações de um dos maiores fornecedores mundiais de trigo tem levado à alta dos preços e acelerado a iminente crise alimentar.
O chanceler russo, Serguei Lavrov, disse que Moscou está disposta a garantir a segurança dos navios desde que Kiev se comprometa a retirar as minas colocadas nos portos. Ele falava de Ancara, onde teve uma reunião com seu homólogo turco, Mevlut Cavusoglu. A Turquia, a pedido da ONU, busca mediar tratativas sobre o assunto.
A proposta foi prontamente rechaçada por Kiev, que teme que os russos aproveitem o alívio da presença militar nos portos para atacar o território ucraniano, em especial Odessa, cidade portuária do país do Leste Europeu.
MINAS
Mais cedo, Serguei Bratchuk, o porta-voz da administração regional de Odessa, também disse que o governo se recusa a retirar as minas colocadas na região. "A frota russa do mar Negro vai fingir uma retirada para a Crimeia e, enquanto desminamos o local para o acesso ao porto de Odessa, nos atacará ali", disse ele num aplicativo de mensagens.
A Turquia chamou a proposta dos corredores marítimos de razoável e pediu que os dois lados da guerra concordem. O país, é membro da Otan, a aliança militar ocidental, mas também é próximo de Moscou, mas não há consenso sobre o calibre que o governo turco tem para atuar como mediador.
ARMAMENTO PESADO
O Ministério da Defesa da Noruega informou nesta quarta-feira (8) o envio de 22 obuses autopropulsados M109 para a Ucrânia, além peças de reposição e munições. Soldados na Ucrânia foram treinados pelos noruegueses na Alemanha para usar esse tipo de armamento.