Motivados por três denúncias recentes de racismo em Bauru, os conselhos municipais da Comunidade Negra e de Políticas para as Mulheres, o Comitê Municipal de Prevenção e Combate às Violências Domésticas e o movimento Mulheres Progressistas farão um ato no Centro da cidade neste sábado (11). O manifesto público "Não ao racismo, à misoginia e ao sexismo" terá concentração na Praça Rui Barbosa, às 10h.
Na sequência, os participantes percorrerão o Calçadão da Batista de Carvalho até a quadra 5, na altura do cruzamento com a rua 13 de Maio, local conhecido como "Esquina da Resistência".
"Haverá uma passeata com faixas e, ao chegarmos na 'Esquina da Resistência', faremos uma fala ao microfone para conscientização da população. Vivemos em uma sociedade machista e racista, e este ato será em defesa de todas as mulheres e negros que sofrem ataques diariamente. Nosso objetivo é alcançar o maior número de pessoas, para que elas exijam seus direitos", pontua a presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra, Sebastiana de Fátima Gomes. Todos os simpatizantes da causa estão convidados a participar.
Sebastiana lembra que, dos três casos recentes, o primeiro foi contra o próprio conselho, em maio, durante uma reunião online, quando ao menos dois homens, um deles com uma suástica nazista na imagem do perfil, fizeram ataques racistas e misóginos às participantes.
Dias depois, Regiane Rosa, 39 anos, denunciou uma farmácia, após relatar que teve a bolsa revistada pelo gerente quando ela, que é negra, deixava o estabelecimento. A empresa informou que instaurou procedimento interno para averiguar o caso.
Já no início de junho, Lúcia Rosim, mãe da prefeita Suéllen Rosim, registrou BO por injúria contra o radialista Alexandre Pittoli. Ela descreve que o profissional fez ofensas racistas quando comparou seu cabelo com uma "carapaça", dizendo que era "algo muito ruim de se ver" e questionando se era uma peruca. Após o episódio, o radialista se desculpou.