Regional

Padre é ouvido pela polícia e diz que só tentou parar o suspeito

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Santa Cruz do Rio Pardo - O padre Gustavo Trindade dos Santos, apontado por investigações como condutor do carro que atropelou no dia 7 de maio um homem de 40 anos, suspeito de furtar peças de roupas da casa paroquial da Igreja de São Sebastião de Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru), foi ouvido pela Polícia Civil nesta quinta-feira (9), por videochamada. Em depoimento, ele alegou que jogou o veículo com a intenção de parar o homem e que não prestou socorro por acreditar que ele pudesse estar armado.

Conforme divulgado pelo JC, o inquérito instaurado para apurar o caso foi concluído no fim de maio, sem o depoimento do religioso, e ele foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado. Contudo, ao receber os autos, antes de se manifestar sobre o andamento do caso, o Ministério Público (MP) solicitou a oitiva do padre e exame de corpo de delito para o suspeito de furto.

Durante as investigações, Santos chegou a ir até o Fórum para informar novo endereço, na Capital. Ele, porém, não se apresentou na delegacia para dar sua versão dos fatos e nem atendeu intimação para ser ouvido na Capital. A Polícia Civil chegou a representar duas vezes à Justiça pela decretação da prisão preventiva do padre, mas os dois pedidos foram negados.

Anteontem, no primeiro depoimento prestado à Polícia Civil, por videochamada, na presença de seus dois advogados, o religioso afirmou que não teve a intenção de matar o suspeito de furto e que jogou o carro apenas com a intenção de pará-lo. Ele também disse que estava acompanhado de um estudante e alegou que não parou para prestar socorro por acreditar que o homem pudesse estar armado. A partir da oitiva, o MP pode oferecer denúncia contra o padre, solicitar novas diligências ou pedir o arquivamento do caso.

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