Hoje pela manhã, como de costume, saí de casa para ir ao trabalho por volta das 6h46. A esposa liga para a filha informando-a que estamos chegando em sua casa e é para ela já ir saindo à rua. Essa é a nossa rotina diária. Sempre que paramos em frente a sua casa, ela ainda está se aprontando. Então ficamos ali parados por alguns minutos. Hoje fiz uma mentalização sobre essa ocorrência, aonde eu e minha mente dizíamos: - Ah, quando ela entrar no carro vou dizer que ela não pode fazer isso. Esse negócio de sempre termos que aguardá-la não é correto. No entanto, imediatamente a mente me diz: - Ora, mas você não estará sendo um tanto quanto autoritário ao dizer isso a ela? - Então lhe respondi: - Acho que sim! - Preciso e devo ser mais ameno e progressista, em sentido evolutivo na comunicação! Essa semana está agendado um encontro entre nós! - Pois então, converse mais tranquilamente, sem esse estresse ou coisa do tipo. - Ah, vê se nesse café, nesse bate papo gostoso entre pai e filha, elimine certos argumentos autoritários, isto é, exposições e narrativas de domínio, de conhecimentos exacerbados. Pense e tente ser mais amigo, mais dócil e seja mais instrutor que "ditador".
Pois não é. Tudo isso se passou "entre eu e mim" durante o trajeto em que fazemos de 30 minutos... As vezes, ou melhor, sempre necessitamos desse tipo de interpelações, argumentações e análises reflexivas. O que aprendi com minha mente hoje foi algo incrível. Saborearei um agradável café com minha doce e amável filha, e narrarei a ela o quanto é prazeroso desenvolvermos atitudes que não lesam outras pessoas, seja no tempo, seja fisicamente ou qualquer outra forma de relacionamento.
O diálogo fraternal, compreensivo e instrucional pode e deve ser a ferramenta que preciso utilizar em minhas exposições e observações comunicativas. "Oh, como é bom e agradável que se viva em sintonia com a compreensão e satisfação nas comunicações!"