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Serviços e alta de vagas de emprego elevam poder de consumo em Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

O número de vagas de emprego criadas em Bauru, especialmente no setor de prestação de serviços, ajudou a impulsionar o potencial de consumo dos moradores da cidade para 2022. Segundo a pesquisa IPC Maps, a expectativa é de que os bauruenses gastem R$ 14,551 bilhões neste ano, 24,7% a mais do que os R$ 11,688 bilhões projetados em 2021.

O levantamento, elaborado pela empresa especializada em informações de mercado IPC Marketing, traçou o mapa da capacidade de consumo dos municípios brasileiros para este ano, com base no cruzamento de dados oficiais. E, no ranking nacional, Bauru melhorou sua posição, subindo do 56.º para o 52.º lugar entre as populações que mais devem gastar com a aquisição de produtos e serviços. Considerando apenas as cidades paulistas, o salto foi da 17.ª para a 14.ª colocação.

SIGNIFICATIVO

Responsável pelo estudo, Marcos Pazzini explica que o crescimento estimado para Bauru é nominal, ou seja, não inclui a inflação registrada no período. Descontando o índice, a alta chega a 12,2%, resultado considerado significativo, tendo em vista que, no Brasil, o aumento real previsto é de apenas 0,92% na comparação com 2021, totalizando R$ 5,6 trilhões.

"Este resultado muito superior à média nacional ocorre em várias cidades de porte médio para grande do Interior. São municípios que tiveram uma retomada do consumo mais rápida, após a crise provocada pela pandemia, porque conseguiram recuperar as vagas de emprego de forma mais acelerada também, por não terem uma economia tão dependente do setor industrial", analisa. Ainda de acordo com ele, localidades de pequeno porte tiveram crescimento modesto do potencial de consumo.

POSTOS DE TRABALHO

No caso de Bauru, o nível de emprego com carteira assinada foi puxado especialmente pelo setor de serviços. Em 2021, por exemplo, dos 5.137 novos postos de trabalho criados no município, 3.635 foram gerados por este segmento. Já de janeiro a abril de 2022, a cidade contabilizou 2.386 vagas, sendo 2.193 no ramo de serviços.

"A retomada do emprego é condição básica para o crescimento do consumo das famílias, seja o formal ou o sem registro em carteira, como aqueles que trabalham com serviço de delivery ou com transporte por aplicativo, e também microempreendedores individuais", elenca Pazzini, acrescentando que a indústria, assim como o comércio, foram bastante impactados pela pandemia.

Para se ter ideia, segundo o IPC Maps, das 2.963 empresas fechadas em Bauru nos últimos 12 meses, 1.431 eram do setor comercial e 741 da indústria.

CATEGORIAS

Na pesquisa, que cruza dados como Produto Interno Bruto (PIB), população e renda das famílias, são analisadas as principais categorias de itens, incluindo alimentos, artigos de limpeza, mobiliários e vestuário, além de despesas com transporte, saúde, educação, recreação e habitação. Em Bauru, este último tópico, que incorpora gastos com aluguel, luz, água, gás, telefone, Internet, TV a cabo e pequenos reparos domésticos, deve ser o que mais irá corroer a renda do bauruense em 2022. A expectativa é de que o montante chegue a R$ 4,043 bilhões.

Na sequência, aparece alimentação dentro e fora de casa (R$ 1,778 bilhão) e, em terceiro lugar, gastos com veículo próprio, que incluem custos com aquisição, manutenção e combustível (R$ 1,603 bilhão). "Esta última despesa passou a ter relevância nos últimos anos, com pessoas comprando carros para transporte de passageiros por aplicativo ou motos para trabalhar com delivery", detalha Pazzini. Nenhuma das categorias listadas pelo levantamento registrou projeção de queda para 2022 (confira os valores na tabela acima).

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