Política

Comissão Processante notifica prefeita Suéllen Rosim


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A Câmara Municipal de Bauru, por meio da Comissão Processante (CP), notificou a prefeita Suéllen Rosim (PSC), às 10h desta sexta-feira (24), sobre a denúncia apresentada pelo munícipe Elias Brandão, que pediu a instauração da comissão apurar eventuais infrações político-administrativa praticadas pela chefe do Executivo, quando da utilização de verbas públicas para aquisição de bens imóveis da Secretaria Municipal de Educação.

Até esta manhã, os integrantes da CP não estavam conseguindo localizá-la. Tanto que ontem (23) os parlamentares informaram que fariam a notificação pessoalmente. O ato é necessário para que comece a contar o prazo de 10 dias para a defesa da prefeita, que terminará em 4 de julho.

A partir de então, os membros da CP deverão deliberar sobre o parecer opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia. No segundo caso, a decisão deverá ser tomada pelo plenário, informa a assessoria de imprensa do Legislativo. O colegiado é presidido pela vereadora Chiara Ranieri (União Brasil) e tem Guilherme Berriel (MDB) como relator. O vereador Julio Cesar (PP) é o terceiro membro.

Inicialmente, a notificação a Suéllen Rosim estava prevista para quarta-feira (22), mas as tentativas de localizar a prefeita durante aquele dia foram frustradas. Caso a notificação não fosse feita hoje, ela ocorreria por meio de publicação de edital no Diário Oficial.

Conforme antecipado pelo Jornal da Cidade/JCNET, se fortalecem as informações de que a chefe do Executivo tenta anular a criação da CP na Justiça, especialmente após a presidente da comissão destacar que um advogado procurou a Câmara, falando em nome de Suéllen, para obter as atas da sessão que instaurou a CP e de sua primeira reunião.

Nesta sexta-feira, a chefe do Executivo se manifestou por meio de nota encaminhada pela assessoria de imprensa. "A prefeita afirma que durante a Comissão Especial de Inquérito (CEI) já mostrou aos vereadores que as desapropriações de imóveis para uso da Secretaria da Educação ocorreram dentro da legalidade. Afirma ainda que o objetivo da Comissão Processante (CP) é cassar um mandato legítimo com base em mentiras e politicagem, portanto tomará as medidas necessárias".

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