São Paulo - A Bolsa de Valores brasileira conseguiu forte recuperação nesta segunda-feira (27), apoiada nas altas do setor de commodities. A injeção de ânimo veio do Partido Comunista da China, que anunciou vitória contra a Covid nos principais centros urbanos do país.
Se por um lado o gigante asiático ajudou, por outro, a redução de ruídos da política e o dia sonolento nos Estados Unidos proporcionaram a trégua necessária para que o Ibovespa fechasse em alta de 2,12%, aos 100.763 pontos. Esse foi o maior avanço diário do índice de referência da Bolsa desde o ganho de 2,43% registrado em 9 de março.
A Bolsa também não fechava acima dos 100 mil pontos desde 17 de junho, quando críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados ao aumento dos combustíveis aplicado pela Petrobras piorou o humor dos investidores já pressionados pelo cenário global de aversão ao risco após a alta histórica dos juros nos Estados Unidos.
O dólar encerrou o pregão em queda de 0,32%, cotado a R$ 5,2350, em um dia em que a maior parte das moedas de países emergentes ganhou valor sobre a divisa americana.
O ramo de exploração e produção de petróleo ocupou o topo da lista das ações que mais subiram no dia. Os papéis ordinário e preferenciais da Petrobras subiram 6,75% e 6,43%, respectivamente. Na sequência vieram 3R Petroleum, Eneva e PetroRio, que saltaram 6,41%, 5,78% e 5,29%, nessa ordem.