Manaus - A Polícia Federal faz desde ontem (29) a reconstituição do assassinato do indigenista e servidor licenciado da Funai (Fundação Nacional do Índio) Bruno Araújo e do jornalista britânico Dom Phillips, assassinados no Amazonas. Não há data para a operação, que começou a ser planejada no domingo, terminar.
Agentes levaram dois suspeitos de participarem dos homicídios, o pescador Amarildo Oliveira da Costa, o "Pelado", e Jeferson da Silva Lima, o "Pelado da Dinha", ao local do crime, no Vale do Javari, no oeste do Amazonas. Um irmão de Amarildo, Oseney da Costa de Oliveira, de 41 anos, conhecido como "Dos Santos" também foi preso, mas sua participação na ação do crime está a princípio descartada. Ele teria ajudado a dar sumiço na lancha dos dois morto, versão também refutada pelo próprio.
Paralelamente, a Polícia Federal descartou que Gabriel Pereira Dantas tenha participado dos assassinatos do indigenista e do jornalista.
O quarto suspeito havia se entregado voluntariamente à polícia de São Paulo, na última quinta-feira (23). Ele admitiu participação no crime e chegou a gravar um vídeo no qual apontava o seu papel nas mortes de Dom e Bruno.
Entretanto, a PF considerou a versão dele "pouco crível" e que não existem indícios de que Gabriel tenha realmente participado dos crimes.
Ainda segundo a PF, "ele permanece em liberdade, tendo em vista que não há indícios de ter participado nos crimes ora em apuração, já que apresentou versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados".
Ao se entregar para a Polícia Civil na quinta, Gabriel Dantas disse que ajudou a pilotar o barco dos homens que mataram Dom e Bruno.
Dantas negou ter atuado diretamente nos tiros contra eles e na ocultação dos corpos. Depois, Dantas foi encaminhado para a guarda da Polícia Federal, responsável pela apuração do caso, ao lado da polícia do Amazonas.
TIROS
A polícia já constatou que Bruno foi alvejado à queima-roupa. Também identificou que houve troca de tiros a partir do momento em que o indigenista foi atingido pela primeira vez.
Segundo a perícia feita pela PF, armas de caça, com munição do tipo chumbinho foram usadas no crime. O indigenista foi alvejado três vezes; o jornalista, uma.