Tribuna do Leitor

O que ficou provado na CEI da Educação

Eduardo Borgo - Vereador
| Tempo de leitura: 2 min

1 - A prefeitura de Bauru gastou R$ 34,8 milhões em aquisições de imóveis sem criar uma vaga para o ensino infantil, mesmo tendo um Termo de Ajustamento de Conduta - TAC com o Ministério Público para sanar o déficit de 585 crianças que estão fora da escola por falta de vagas;

2 - Adquiriu imóveis com sérios problemas estruturais (recalque de talude e de fundação, cupins e problemas nas vigas), não juntando essas informações nos processos, visando amparar os laudos de avaliação;

3 - Adquiriu imóvel na zona sul por quase o triplo do preço pago pelo ex-proprietário para a realização de cursos que poderiam ser feitos em outros imóveis, localizados em locais mais baratos;

4 - Não demonstrou a necessidade das aquisições dos específicos imóveis adquiridos, ou seja, não comprovou o porque deveriam ser aqueles imóveis ao invés de outros, em outras localidades, com indício de direcionamento à determinada imobiliária que acabou recebendo R$ 470 mil em comissões;

5 - A prefeita municipal não seguiu orientação dos procuradores jurídicos que insistiam na adoção do procedimento correto para comprovação de utilidade pública e forma de aquisição;

6 - A prefeitura municipal adquiriu imóvel sem acessibilidade, sem cozinha e sem espaço para atividades físicas, com salas de aula menores que o necessário para a educação pública, forçando as crianças a realizarem a merenda dentro das salas de aula.

Todas essas informações são públicas e estão nos vídeos disponibilizados pela Câmara Municipal de Bauru.

Esses são alguns fatos comprovados, através de depoimentos e laudos durante a CEI da Educação, porém, ao invés de rebater os fatos, a prefeita insiste em se vitimizar e atacar aqueles que a fiscalizam, algumas vezes utilizando da religião para perseguir quem não aceita a barbaridade que ocorreu com o dinheiro público.

Assim como existem pessoas que defenderam o ex-presidente da Cohab e o pagamento indevido da Floresta Urbana, também existem aqueles que não aceitam que a prefeita seja fiscalizada, mas é dever dos agentes políticos, que lutam pelo bem da cidade, investigar o uso indevido do dinheiro público.

Se não tem nada errado, não existe motivo para acionar o Judiciário para barrar a Comissão Processante.

Se não há o que esconder, não há motivo para pedir segredo de justiça no processo. Se a preocupação é não prejudicar a cidade, não há motivo para fugir da citação durante uma semana.

A negligência da prefeita municipal na defesa dos interesses do município já foi comprovada (Decreto 201/67) durante a CEI, agora vamos aguardar as investigações relacionadas aos demais apontamentos, talvez seja esse o motivo de tamanho desespero.

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