Nacional

Bolsonaro elogia Senado por proposta de emenda à Constituição

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Feira de Santana - O presidente Jair Bolsonaro (PL) elogiou, nesta sexta-feira (1º), a aprovação no Senado da PEC (proposta de emenda à Constituição) que autoriza o gasto de bilhões fora do teto de gastos, em ano eleitoral, e cobrou de governadores do Nordeste que abaixem o preço dos combustíveis.

As declarações foram dadas em visita a obra do rodoanel em Feira de Santana (a 109 km de Salvador). 

A PEC foi aprovada na noite da quinta-feira (30) no Senado com medidas que terão um custo total de R$ 41,25 bilhões. O texto dá aval ao governo para turbinar programas sociais até o fim do ano sem esbarrar em restrições da lei eleitoral, que existem para evitar o uso da máquina pública em favor de um presidente.

A chamada "PEC de benesses" precisa ser aprovada ainda pela Câmara dos Deputados para ser oficializada. O que deve ocorrer na próxima semana.

Ao falar sobre a aprovação da PEC, o presidente citou o aumento do Auxílio Brasil e errou ao dizer que o benefício foi majorado de R$ 400 para R$ 700 ?na verdade, o valor será de R$ 600, com validade até dezembro deste ano.

O governo estava sob pressão diante da proximidade das eleições, aliados voltaram a defender que o presidente aprovasse um pacote social urgentemente.

Bolsonaro ainda cobrou reconhecimento pela recente baixa nos combustíveis: "Eu perguntaria a vocês: estão gostando da baixa dos combustíveis? Há pouco me culpavam pelo aumento. Quando baixa, muito se calam".

Também provocou os governadores dos nove estados do Nordeste por entrarem na Justiça contra a lei que estabelece um teto da alíquota do ICMS sobre os combustíveis.

TV AMERICANA

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou não ter se vacinado contra a Covid e fez críticas aos imunizantes em entrevista à TV americana Fox News, exibida na noite desta quinta (30). 

"Se alguém já contraiu o vírus, a vacina realmente não ajuda. A vacina seria inócua. Foi o meu caso. É porque eu não tomei a vacina. Mas comprei vacinas para todos os brasileiros", disse o presidente, em conversa com o apresentador Tucker Carlson.

Carlson descreveu Bolsonaro como o único líder mundial que assumiu não ter se vacinado, em tom de elogio. O presidente disse ter ficado incomodado com a questão de que as fabricantes não se responsabilizavam por eventuais danos colaterais. Em 2020, o governo brasileiro demorou a fechar a compra de imunizantes.

"Eu não pedi que as pessoas se vacinassem. Eu respeito a liberdade individual. Cada um é livre para se vacinar ou não", prosseguiu, dizendo que acha que 20% ainda não se vacinou e não vai.

Comentários

Comentários