Saúde

Cuidado com 'diagnóstico' da Internet

Giulia Vidale
| Tempo de leitura: 1 min

Desde o início da pandemia houve aumento do interesse e compartilhamento de informações sobre saúde no Brasil. Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, a pedido da Sanofi Genzym, revelou quais fontes os brasileiros usam quando querem buscar informações sobre saúde. Os resultados mostram que a Internet está praticamente empatada com os médicos em primeiro lugar. Enquanto os profissionais da saúde são boa fonte para o tema, esse não é o caso da web, em especial em tempos de fake news.

Para o médico e diretor de comunicação da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, Angelo Maiolino, a pesquisa comprova o que já é visto nos consultórios. "As pessoas procuram informações na Internet antes mesmo de uma consulta médica. É frequente os pacientes chegarem ao consultório com hipóteses diagnósticas. Às vezes, até com propostas de tratamento."

De acordo com o levantamento, as principais fontes de informações sobre saúde dos brasileiros são os médicos (55%) e a Internet (54%). Mas quando se fala em confiança, a Internet ficou em oitavo lugar, atrás apenas dos aplicativos de mensagens instantâneas e das redes sociais, os dois últimos colocados. Por outro lado, os órgãos de saúde oficiais como Ministério da Saúde (MS) e Organização Mundial da Saúde e profissionais de saúde ocupam as três primeiras posições da pesquisa. Em seguida estão os jornais (65%), sites/redes sociais de ONGs (64%), televisão (60%) e amigos e familiares (55%).

Ao todo, 50% das pessoas já adotaram algum hábito de saúde ou tratamento com base em informações que não vieram de profissionais, o que pode representar um perigo.

Segundo Angelo Maiolino, é comum pacientes buscarem na internet ou em aplicativos de mensagem informações sobre tratamentos sem eficácia ou ditos naturais, como chás etc. Muitas vezes, esses tratamentos são inócuos, mas há casos em que isso pode interferir na medicação.

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