Bruxelas - Os 30 membros da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assinaram um protocolo de adesão para Finlândia e Suécia nesta terça-feira (5), permitindo que elas se juntem à aliança assim que os Parlamentos ratificarem a decisão, na expansão mais significativa da aliança desde os anos 1990.
A assinatura na sede da Otan segue um acordo com a Turquia na cúpula da aliança da semana passada em Madri, onde Ancara suspendeu seu veto às propostas de adesão nórdicas após garantias de que ambos os países farão mais para combater o terrorismo.
Na prática, isso significa que Helsinque e Estocolmo poderão participar de reuniões da Otan e ter maior acesso às informações de inteligência, mas ainda não serão protegidos pela cláusula de defesa coletiva, que garante proteção militar conjunta - a principal vantagem de estar no bloco e, na prática, o que afasta a possibilidade de ataques de inimigos externos à aliança, em especial a Rússia.
Finlândia e Suécia pediram para ingressar no clube militar rompendo longos períodos de neutralidade histórica. O gatilho, claro, foi a invasão da Ucrânia a comando de Vladimir Putin há quase cinco meses.
Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, descreveu a assinatura como um momento histórico --trata-se da expansão mais significativa da aliança militar ocidental desde a década de 1990. "Com 32 nações ao redor da mesa, seremos mais fortes."