A leishmaniose visceral voltou a matar em Bauru depois de 264 dias, ou seja, após quase nove meses. E a primeira vítima fatal de 2022 é um bebê de apenas seis meses. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Saúde Coletiva, informou, nesta quarta-feira (6), os três primeiros casos da doença no ano, incluindo o óbito da criança. Também foram notificados novos registros de dengue e de chikungunya (leia mais abaixo).
A morte do bebê ocorreu no dia 4 de maio, contudo, somente foi divulgada ontem pela prefeitura. Segundo o Executivo, o motivo é que a confirmação do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, só chegou agora.
O garoto começou a apresentar os primeiros sintomas da leishmaniose em 1 de abril. O pequeno, que foi internado em um hospital público de Bauru, lutou pela vida durante mais de um mês, mas não resistiu.
OUTROS DOIS PACIENTES
O outro caso da doença confirmado neste ano é de um homem, de 48 anos. Ele, que ficou em um hospital público do município, começou a ter os sinais da leishmaniose em 1 de janeiro. O paciente, porém, se recuperou e já recebeu alta.
Já a terceira contaminada é uma mulher, de 61 anos, que segue internada, também em um hospital público da cidade. Ela enfrenta a enfermidade há mais de dois meses, visto que os sintomas da doença tiveram início no dia 1 de maio.
HISTÓRICO
Com isso, Bauru tem, em 2022, três casos de leishmaniose e uma morte até o momento.
No ano passado, foram duas ocorrências e um óbito (ocorrido no dia 13 de agosto).
Em 2020, por sua vez, a cidade teve seis confirmações, com uma vítima fatal.
Em 2019, foram seis registros positivos e duas vidas perdidas. Em 2018, houve cinco casos e mais duas mortes.