O primeiro-ministro Boris Johnson, cada vez mais cercado pelos escândalos, se negou a renunciar, apesar dos pedidos de vários de seus principais ministros, informou a imprensa britânica nesta quarta-feira (6). Altas autoridades do Executivo se reuniram com ele após uma chuva de renúncias em seu governo, mas o primeiro-ministro conservador se declarou determinado a continuar no cargo e a se concentrar "nos assuntos de grande importância que o país enfrenta", informou a imprensa. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, enfrenta mais uma crise pública: uma debandada de ministros e funcionários insatisfeitos com a postura do governo a respeito de denúncias de assédio envolvendo um parlamentar de grande importância para os Conservadores.
A postura do governo sobre o caso resultou na perda de confiança em Johnson. O movimento, que começou na terça (5) com a saída quase conjunta dos ministros da Saúde e das Finanças, Sajid Javid e Rishi Sunak, se estendeu a cargos menores, como no caso de secretários particulares parlamentares, que auxiliam ministros de Estado em suas funções.
Nesta quarta (6), o secretário de Estado para a Infância e a Família, Will Quince, também anunciou a demissão e afirmou que "não tinha outra opção" depois de ter apresentado à imprensa informações proporcionadas pelo gabinete de Johnson "que se revelaram inexatas". A outra renúncia do dia foi da vice-secretária de Estado para os Transportes, Laura Trott.
No total, são pelo menos 18 funcionários do governo até o momento que deixaram suas posições. Os buracos mais graves, como na Saúde e Finanças, foram rapidamente preenchidos, mas a crise parece longe de terminar.