Geral

Famílias ainda podem ir até escolas municipais para solicitar merenda

Guilherme Tavares e Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Famílias de alunos da rede municipal que não se cadastraram, mas que precisam da merenda nas férias ainda podem solicitar as refeições. A oferta de alimentação começou nesta quinta-feira (7), mas alguns pais dos estudantes relatam que não sabiam da iniciativa e talvez este seja um dos motivos da baixa procura registrada pela Prefeitura de Bauru.

Ainda há tempo, contudo, de fazer o cadastro, bastando ir à unidade na qual o filho está matriculado. Segundo o Executivo, após o registro do pedido, a criança passa a receber alimentação a partir do dia seguinte. A medida foi tomada para poder organizar a logística no preparo dos alimentos, de acordo com a demanda.

Conforme o JC noticiou, a merenda será oferecida até o dia 22 de julho, mediante essa solicitação prévia dos pais ou responsáveis. Nas Escolas Municipais de Ensino Infantil Integral (Emeiis) e nas creches conveniadas, o atendimento às crianças será realizado nos horários normais.

Já nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis), que atendem em período parcial, nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef) e nos Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas), a alimentação durante o recesso ocorrerá das 11h30 às 12h30. Esses estudantes seriam atendidos, inicialmente, em 20 polos, porém, a Secretaria de Educação alega que houve baixa procura e esse número foi reduzido para 15.

A lista atualizada dos locais pode ser conferida em https://www2.bauru.sp.gov.br/arquivos/sist_noticias/41027/arq_41027_1.pdf.

Ainda segundo a pasta, na semana passada, os pais receberam bilhetes enviados pelas direções das escolas municipais por meio dos alunos, informando o procedimento para cadastramento. Porém, até esta quarta-feira (6), apenas 1.764 dos cerca de 23 mil alunos matriculados tinham aderido à iniciativa.  

NÃO SABIAM

O JC, entretanto, recebeu reclamações de mães e pais que não teriam sido informados sobre a necessidade de cadastrar as crianças para receber merenda nas férias.

É o caso de Nailsa Morais dos Santos Souza, que diz ter ficado na dúvida se a filha Natália de Morais Souza, 9 anos, aluna na Emef José Francisco Junior, no Jardim Progresso, teria direito ou não. "Ela não trouxe nenhum bilhete para casa e, pelas conversas dos grupos, achei que só receberia quem estivesse de reforço".

Ainda segundo a mãe, que está desempregada, a manutenção da refeição escolar ajudaria na renda familiar. "Se não tiver merenda, a gente dá um jeito, porque o meu marido trabalha. Então, se tiver crianças com uma necessidade maior que a nossa, a gente abre mão. Mas uma ajuda é sempre bem-vinda", complementa.

Presidente da Associação de Moradores do Jardim Tangarás e Country Club e coordenador da Casa da Sopa, Israel Fernando Caperuto conta que chegou a ir a diversas casas para avisar os pais sobre a possibilidade de os estudantes da Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo continuarem tendo refeições durante as férias. A merenda, contudo, está sendo oferecida na Emef Professora Lourdes de Oliveira Colnaghi, no José Regino, e Caperuto acredita que, pela distância, a maioria não irá se cadastrar para recebê-la.

"É muito longe. As famílias não conseguem levar as crianças todos os dias na escola, precisariam pagar passe do transporte coletivo. E são famílias de baixa renda, que não têm essa condição. Então, para sanar este problema, a Casa da Sopa está se mobilizando para oferecer marmitex aos alunos da Dirce Boemer a partir da próxima segunda-feira", observa.

Comentários

Comentários