Tribuna do Leitor

Lula: "Figurinha repetida não completa álbum"


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Pouquíssimo tempo da última participação deste humilde colaborador que vez ou outra atreve-se a lançar algumas reflexões nesse importante espaço democrático pertencente ao ilustre informativo local. Mas vamos ao que interessa. Considerando que o cenário ora vivenciado é evidentemente dramático tal como desde sempre foi, porém, desde março de 2020 adicionou-se algo gravíssimo, a tal pandemia do novo (atualmente nem tão novo assim) coronavírus, importado do continente asiático, mais precisamente da China e, mais precisamente ainda, originário da cidade de Wuhan.

Porém, esquecendo-se um pouco dessa situação emergencial e que já vitimou bilhões de pessoas ao redor de todo o mundo e que só não está mais grave devido aos esforços de milhares de cientistas e estudiosos ao redor de todo o globo terrestre, passemos a analisar o cenário doméstico nacional, isto é, o nosso Brasil. É urgente estarmos atentos àqueles que brevemente "adentrarão" nossos lares com uma enxurrada de promessas que dificilmente serão cumpridas, não pela impossibilidade de ocorrerem, mas pelo constante descompromisso dos mesmos.

Obviamente surgirão novas personalidades julgando-se melhores dos políticos tradicionais e das "velhas raposas" que sempre estiveram a frente do poder e que novamente tentarão usurpar dos meios de comunicação de massa para convencer a todos os eleitores, especialmente aqueles mais humildes e com nenhuma ou pouquíssima instrução, onde os estômagos e os bolsos vazios "falam" mais alto do que a tão necessária e propalada consciência política.

Uma dessas velhas raposas atende pelo nome de Luiz Inácio Lula da Silva, ele mesmo, aquele retirante que saiu no caminhão pau-de-arara lá de Garanhuns, que veio para São Paulo, mais precisamente alocando-se em São Bernardo do Campo, tentar a sorte no fim dos anos 70 e início dos 80, tornou-se metalúrgico, tendo sofrido um acidente de trabalho, perdendo o dedo mindinho numa máquina exercendo tal função por pouquíssimo tempo e passando a exercer tão somente a função de sindicalista e lá iniciou sua jornada política.

Em seguida, fundou aquele que então "arvorava-se" aos quatro cantos do país como legítimo representante da classe trabalhadora, criando no ano de 1980 o PT, Partido dos Trabalhadores, autorizado por ato do então presidente da república, o general João Batista Figueiredo, o último do regime militar.

E, desde sempre, por diversas vezes, o então metalúrgico que passou a exercer politicamente o papel de líder sindicalista e um dos fundadores do tal partido supramencionado julgava-se naquele momento e iludiu diversos brasileiros a assim acreditarem ser ele um "homem do povo, tirado do meio do povo e que salvaria o povo."

E logo após a redemocratização do país, com a promulgação da Constituição federal da República Federativa do Brasil, a 5 de outubro de 1988, no ano seguinte este, pela primeira vez, saiu candidato e tantas outras vezes, quais sejam, em 1994 e em 1998.

Porém, numa estratégia marqueteira muitíssimo bem montada por uma equipe especialista chefiada pelo publicitário Duda Mendonça, estes desconstruíram a imagem daquele tido como bronco, rude, simples, montando um outro personagem, o chamado "Lulinha Paz e Amor." E não é que deu certo, amigo eleitor e leitor que sempre me honra com sua leitura analítica e atenta? Pois é...

E agora, novamente, mesmo tendo governado o país por oito anos, com a eclosão de diversos descalabros e escândalos de corrupção e criando diversos programas assistenciais que serviram tão somente como uma forma de acobertá-los e exercerem a função de "papa votos", principalmente daqueles mais humildes, tais como Bolsa-Alimentação, Família, Auxílio-Gás e outros tantos, que pode até ser que sejam importantes para a camada mais simples, mas que serviu, serve e sempre servirá como um meio de angariar apoio e votos, usando a condição miserável de alguns para permanecerem no poder.

O mais intrigante é saber que mesmo tendo governado o país por cerca de quase 15 anos, oito anos dele, Lula, de 1 de janeiro de 2003 a 31 de dezembro de 2006 e 1 de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2010, e, naquele mesmo ano de 2010, em outubro, lançou sua então ministra da economia à presidência da república, para prosseguir com seu legado, e, obtendo êxito em seu intento. A mesma assume em 1 de janeiro de 2011, ficando até 31 de dezembro de 2014. Candidata-se então à reeleição e se reelege, assumindo em 1 de janeiro de 2015 e lá permanecendo até 31 de agosto de 2016, quando é retirada através do impeachment em 31 de agosto de 2016 e em seu lugar assumiu Michel Temer até a eleição de 2018, quando elegeu-se o ora ocupante do executivo Jair Bolsonaro.

E, novamente nesse ano, o velho cacique Lula pleiteia ocupar o cargo por ele já ocupado. Mas será mesmo uma boa ideia? ?Deixo aqui essa indagação seguida de uma outra, e essa outra, através de um ditado popular que consiste no seguinte: "Figurinha repetida não completa álbum."

Um forte abraço a todos, fiquem com Deus e obrigado pela atenção.

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