Tribuna do Leitor

Mais educação e ciência

Paulo Panossian
| Tempo de leitura: 1 min

No dia em que tivermos governantes que prestigiem e injetem mais verbas para áreas da educação, ciência e tecnologia, é que poderemos salvar o nosso País desta total penumbra da falta de desenvolvimento econômico e social. E como informa a imprensa, a Academia Brasileira de Ciências publicou uma carta proposta aos candidatos à Presidência.

Que o Brasil começou a ganhar destaque somente a partir de 1808, quando passou a investir em educação e ciência. E foram criadas universidades - a Fiocruz (1900) e o Butantan (1901). Depois a Vale (1942), Petrobrás (1953), Embraer (1969) e a Embrapa (1973) etc, que permitiram um salto relevante como dos sucessos na agropecuária, petróleo e aviação.

E em 1985 foi criado o Ministério de Ciência e Tecnologia, no qual o Brasil, na produção científica mundial, saltou dos 0,5% para 3,2%. Na Constituição de 1988, outros avanços se incluíram e, em 2015, foi instituído o Marco Legal de Ciência e Tecnologia.

Porém, estamos assistindo a um preocupante retrocesso, porque, em 10 anos, investimentos em educação caíram de 19% para 8%. Enquanto que países desenvolvidos tem 4 mil pesquisadores por milhão de habitantes, o Brasil apenas 900. A média de investimentos na área dos países da OCDE é de 2,6%, e do nosso País, que era apenas de 1,5% neste desgoverno Bolsonaro, caiu para míseros 1%.

E a Academia sugere no mínimo 2%, para capacitar pesquisadores e chegar a 2 mil por milhão de habitantes, em 10 anos. Caso contrário, jamais seremos um país desenvolvido econômico e socialmente...

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