Internacional

Brasil perde posição para Nigéria e deve se tornar 7º mais populoso

FolhaPress
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Washington - O Brasil deve abandonar o posto de sexta nação mais populosa do mundo. Com crescimento acelerado, a Nigéria passará o País ainda este ano, desbancando-o para a sétima posição, apontam projeções de relatório da ONU publicado ontem.

Calcula-se que o País chegue ao final desse ano com 215,3 milhões de habitantes. Já a nação da costa oeste da África alcançará 218,5 milhões. Chama atenção o ritmo de crescimento nigeriano, que há 50 anos tinha população equivalente a 60% a do Brasil no mesmo período.

Os números compõem o relatório World Population Prospects, cuja edição deste ano traz estimativas inéditas que levam em conta a pandemia de Covid. O Brasil deve atingir seu pico populacional em 2046, com 231,1 milhões de habitantes e, então, entrar em decréscimo, chegando ao final do século com cerca de 184,5 milhões - 14% a menos do que tem hoje.

Assim, o País chega em 2100 fora da lista dos dez mais populosos do mundo - deverá estar na 11ª posição. Até lá, será desbancado por República Democrática do Congo, EUA, Etiópia, Indonésia, Tanzânia e Egito.

Consequência da crise sanitária, o país assistiu à diminuição da expectativa de vida, fenômeno que ocorreu em todo o mundo. No Brasil, porém, a queda foi maior. De 75,3 anos em 2019, a expectativa para os brasileiros foi a 72,8 no ano passado (queda de 2,5 anos). Globalmente, a queda média foi de 1,8 ano (de 72,8, foi para 71 anos).

Seguindo tendência demonstrada no relatório anterior, de 2019, o documento atual mostra que o ritmo de crescimento da população brasileira corresponde a quase metade do da média global - 0,45% ao ano contra 0,84%, respectivamente. Já a Nigéria, para efeitos de comparação, tem média anual de crescimento de 2,3%.

O fato de que tem diminuído o número de filhos proporcionalmente à quantidade de mulheres no Brasil é um dos que compõem a equação que explica o cenário do País.

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