Rio - À frente das investigações do caso do anestesista Giovanni Quintella Bezerra, preso em flagrante na madrugada de segunda-feira (11) pelo crime de estupro de vulnerável, a delegada Barbara Lomba afirma que o médico pode ser considerado um criminoso em série. A polícia apura se o suspeito cometeu ao menos outros cinco estupros - sendo dois no mesmo dia do abuso que foi filmado por enfermeiros.
"Pela repetição das ações criminosas podemos dizer, por que não, que ele é um criminoso em série", disse ela a jornalistas nesta quarta-feira (13) na Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti, município da Baixada Fluminense onde ocorreram os fatos investigados.
Segundo a delegada, a investigação do estupro que foi filmado está quase finalizada. Falta ouvir a vítima e receber a conclusão da perícia sobre o material que foi apreendido, como a gaze que ele teria utilizado para limpar o próprio pênis após o crime e os frascos de medicamento usados para sedação. Os itens foram encaminhados nesta quarta para serem periciados.
Bezerra está preso na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), no Complexo de Gericinó. Por medida de segurança, o anestesista está isolado em uma cela da Galeria F da unidade. É que, ao chegar, ele foi hostilizado pelos outros presos, que reagiram xingando-o e batendo na grade das celas.
O processo tramita em segredo de Justiça para preservar a identidade da vítima.