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Em 2022, vamos comemorar os 200 anos da Independência do Brasil

Alessio Canonice
| Tempo de leitura: 3 min

Estamos nos aproximando de mais um dos maiores eventos da história do Brasil e que corresponde aos duzentos anos de independência.

Para celebrar este fato histórico, o Governo Federal realiza uma série de atividades para rememorar a trajetória do país ao longo dos duzentos anos que, por certo, marca o bicentenário da independência do país e que será comemorado no próximo dia 7 de setembro.

Tenho conhecimento de que a Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo e coordenadoria das comemorações em parceria com a Secretaria Especial de Comunicação Social, além de outras, serão as responsáveis para a realização desse evento.

Nesse contexto, a história deixa lições para os dias atuais como a falta de um despertar para a conscientização política e o não desenvolvimento da independência econômica de acordo com o vivenciado anteriormente.

Diz a história, num dos pontos básicos que, em 29 de agosto de 1825, o Tratado de Paz e Aliança finalmente oficializou o reconhecimento lusitano e, segundo esse acordo, o governo brasileiro deveria pagar uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas para que Portugal aceitasse a independência do Brasil.

Por meio da independência, o Brasil deixou de ser uma colônia portuguesa e passou a ser uma nação independente. Com esse evento, o país se organizou com uma monarquia que tinha Dom Pedro I como imperador.

É bom que se ressalte nesta oportunidade que a luta pela independência, ou seja, pelo domínio português, já vinha sendo travada antes de 1792, quando da execução de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, no Largo da Lampadosa, no Rio de Janeiro, pois o sonho dos inconfidentes foi uma mostra da necessidade de ver o Brasil crescer e se livrar dos altos impostos no período da colônia portuguesa.

Afinal, no dia 7 de setembro de 1.822 D. Pedro I proclamou o grito da independência, erguendo a sua espada em meio a outros componentes às margens do Rio Ipiranga e o Brasil se consolidou como uma nação independente.

Nessas condições, a data se constitui em feriado Nacional e dessa vez justifica eventos que marcam a sua independência em todo o território Nacional.

É certo que a Maçonaria teve um papel fundamental no processo de independência do Brasil, especialmente a partir da figura de José Bonifácio de Andrade e Silva, que foi um importante articulador do movimento de emancipação.

José Bonifácio era grão mestre da loja Grande Oriente do Brasil e acreditava numa emancipação que tratasse mais autonomia, mas sem uma separação radical de Portugal, ou seja, defendia uma independência moderada, tendo em vista os processos de emancipação na América Espanhola que resultavam em pequenas repúblicas.

Dessa forma, D. Pedro acabou tendo em Bonifácio uma grande referência política.

Como todos sabem, exceção às crianças que não têm conhecimento desse grande evento, a independência do Brasil, ocorrida em 1822, quando, supostamente, D. Pedro (futuro D. Pedro I) proclamou a nossa soberania às marges do Rio Ipiranga, em São Paulo. Com isso, o Brasil rompeu sua ligação com Portugal e consolidou-se como nação independente.

Há de se acrescentar a esta oportunidade o fato de que foi a primeira esposa de D. Pedro I, Maria Leopoldina de Áustria, que assinou o decreto de independência, enquanto D. Pedro estava em viagem a São Paulo acompanhado de uma pequena comitiva, a fim de tratar assuntos importantes sobre o grande acontecimento.

Depois de vários anos explorado, o Brasil finalmente tornou-se livre de Portugal sem dúvida alguma, mormente depois do dia 7 de setembro de 1822, nosso país tornou-se soberano, porém, não totalmente independente. Afinal, num mundo globalizado nos dias atuais todas as nações dependem umas das outras para se desenvolver a contento.

Façamos votos para que o Brasil continue e a crescer em todos os ângulos de progresso efetivo, tornando-se ao mesmo tempo uma das grandes potências no campo da agricultura, pecuária, indústria, além de outras que fazem parte neste patamar de desenvolvimento.

O autor é colaborador de Opinião.

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