Rio - O preço médio da gasolina nos postos brasileiros caiu mais 6,4% esta semana, voltando ao patamar de maio de 2021. O governo tenta reduzir ainda mais, pressionando a Petrobras a acompanhar a queda recente das cotações internacionais do petróleo.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o litro da gasolina foi vendido, em média, a R$ 6,07 por litro esta semana. É uma queda acumulada de 17,8%, ou R$ 1,32 por litro, desde que governo federal e estados começaram a baixar impostos.
A redução ainda é menor do que a esperada pelo governo, que fala em R$ 1,55 por litro. Para tentar forçar os repasses, o presidente Jair Bolsonaro (PL) editou decreto na semana passada determinando que os postos divulguem os valores vigentes antes dos cortes de impostos. A gasolina mais barata foi detectada pela ANP em Macapá (AP), a R$ 5,15 por litro. A mais cara foi detectada em Tefé (AM), a R$ 8,10 por litro.
É o quarto dia consecutivo em que a gasolina brasileira fica mais cara do que o custo estimado para importar o produto, segundo projeções da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
Ainda assim, especialistas no setor consideram que o período não foi suficiente para compensar os meses de venda do produto com preço menor do que as cotações internacionais. Além disso, o mercado ainda vê grandes incertezas sobre o comportamento dos preços.
Nesta sexta (15), por exemplo, a cotação do petróleo Brent, referência internacional negociada em Londres, fechou em alta de 2,07%, a US$ 101,16 (R$ 546) por barril. Na semana, porém, a commodity acumula queda de 5,47%.
A queda é justificada por temores de que a inflação elevada leve a economia global à recessão, reduzindo a demanda por combustíveis e energia. O banco Goldman Sachs, porém, ressalta que os fundamentos mostram ainda aperto na oferta do produto.