O legado de Diniz vai além dos aspectos técnicos e táticos. O aumento de rendimento de algumas joias da base fez com que as propostas pelas revelações de Cotia começassem a chegar.
Gabriel Sara, que por muitas vezes foi ridicularizado por torcedores que prometiam virar astronautas se o meia vingasse, é o caso mais recente. Diniz deu ao camisa 21 a confiança necessária para 'explodir'. De tímido a um dos grandes jogadores do elenco, com gols e assistências, Sara deixou o São Paulo e rumou para Inglaterra, onde vai defender o Norwich. Sua transferência foi acertada por 9,5 milhões de libras (aproximadamente R$ 61 milhões).
Antes dele, outro que parecia não ter solução era Brenner. Revelado em 2017, o talentoso atacante não conseguia sequência e parecia desinteressado. Depois de treiná-lo enquanto esteve no Fluminense, Diniz pediu para que o São Paulo o trouxesse de volta. A aposta se mostrou acertada. Brenner formou com Luciano uma dupla que tinha como característica a movimentação constante, o que transformou os dois jogadores em goleadores na temporada. O resultado financeiro apareceu quando o Tricolor negociou Brenner com o Cincinnati FC, dos Estados Unidos, por US$ 13 milhões (R$ 70 milhões).
"Gosto de trabalhar com a base, e esse é um clube que precisa formar jogadores. Um clube que tem muitos juros para pagar e cada venda da base paga os juros", afirmou Ceni, depois do jogo com o Palmeiras.
Embora o trabalho de Diniz tenha acabado sem títulos no São Paulo, que foi eliminado na semifinal da Copa do Brasil pelo Grêmio, e deu adeus ao Brasileirão, mesmo tendo ficado sete pontos à frente do segundo colocado, o time apresentou um futebol agradável e competitivo na maior parte da passagem do técnico no Morumbi.
As vitórias em sequência sobre o Flamengo, algumas delas quando Ceni comandava o Rubro-Negro, ficaram marcadas. Assim como as eliminações para o Mirassol, no Paulista, e Lanús, na Sul-Americana. A discussão pública com Tchê Tchê também. Por ter passado do ponto, Diniz teve de vir a público se desculpar com o volante, então no Tricolor.
Mas o momento no Fluminense é outro. No comando do tricolor carioca desde maio, conquistou 12 vitórias em 18 jogos. O Fluminense não perde há sete jogos, sendo seis vitórias consecutivas.