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'Democracia não vai embora', diz bispo em ato por Bruno e Dom

Willian Cardoso
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São Paulo - Um ato inter-religioso em defesa dos povos indígenas reuniu centenas de pessoas na manhã deste sábado (16), na catedral da Sé, em São Paulo (SP). O evento foi também uma homenagem e um pedido de justiça motivado pelas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, assassinados no Vale do Javari, em 5 de junho deste ano.

Dom Pedro Luiz Stringhini, presidente da regional sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, lembrou do culto inter-religioso em memória do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar em 1975. Na ocasião, lideranças religiosas, incluindo dom Paulo Evaristo Arns se manifestaram por justiça. "Eles anunciaram que a ditadura iria acabar e a democracia chegaria. E chegou. Hoje, estamos aqui para dizer que a democracia não vai embora."

Durante sua fala, Stringhini também se solidarizou com a família do guarda civil Marcelo Arruda, assassinado no último dia 9, em Foz do Iguaçu (PR), pelo policial penal bolsonarista Jorge Guaranhu, enquanto comemorava seu aniversário.

Em um dos momentos mais emocionantes do ato, Clarice Herzog, a viúva do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar em 1975, abraçou as viúvas de Bruno e Dom, a antropóloga Beatriz de Almeida Matos, 43, e a designer Alessandra Sampaio, respectivamente.

A viúva de Dom Phillips agradeceu aos povos indígenas. "Queria deixar minha gratidão verdadeira pelas comunidades indígenas tradicionais desse Brasil, que mantêm nossas florestas de pé. Graça a eles! A gente tem que se unir a essa luta que é nossa também", afirmou Alessandra Sampaio.

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