Todos os funcionários da coleta de lixo de Bauru aderiram à greve dos servidores da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), iniciada nesta segunda-feira (18). A expectativa inicial era de que cinco das 15 equipes saíssem às ruas pela manhã. Mas os trabalhadores optaram por aguardar a decisão judicial sobre o percentual mínimo a executar a atividade durante a paralisação, decidida em assembleia na última quarta-feira (13). A informação é da equipe de reportagem do programa Cidade 360º, da 96FM.
A concentração dos grevistas deve início por volta das 6h, quando também estiveram presentes, por exemplo, funcionários da varrição, subordinados ao Departamento de Limpeza Pública. Eles aderiram à paralisação, assim como deve acontecer com servidores de outros departamentos como o do trânsito, segundo a expectativa do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm).
A entidade aguarda uma contraproposta, ainda não apresentada pela direção da Emdurb, que deverá judicializar a questão provocada por conta do vale-compras da categoria, que não será reajustado como acontecerá com os servidores da administração direta, DAE e Funprev.
Conforme o JC divulgou, há uma semana, a Câmara Municipal aprovou projeto do Executivo que majorou o vale de R$ 625,00 para R$ 1.000,00, sem contemplar os funcionários da Emdurb.
Na tentativa de apaziguar ânimos, em reunião realizada no dia seguinte (12), no Palácio das Cerejeiras, a empresa propôs que a diferença de R$ 375,00 fosse concedida gradativamente, nos meses de janeiro e agosto de 2023 e de 2024. Assim, em cada um destes quatro momentos, o acréscimo seria de R$ 93,75. A oferta, contudo, foi condicionada: só seria garantida se a Emdurb alcançasse equilíbrio financeiro até dezembro deste ano.
Em assembleia realizada na última quarta-feira, contudo, os servidores rejeitaram a proposta e decidiram pela paralisação.