Tribuna do Leitor

"O pranto pode durar a noite inteira, mas a..."

Agostinho Rodrigues Júnior - Bauruense nato - O Peregrino
| Tempo de leitura: 2 min

Veja só. Hoje pela manhã recebi um vídeo onde mostrava uma foca envolta em uma grande quantidade de linha de pesca, lhe causando dificuldades para comer, respirar, nadar e ainda cortes em seu corpo. Inicialmente, me veio de subto o impulso de não assistir ao vídeo. Pelo fato de ser de maus- tratos. Confesso sentir muita tristeza quando vejo os maus-tratos provocados pelos "humanos" aos demais residentes, moradores e habitantes desse imenso e magnífico orbe.

No mesmo instante em que tive o impulso de não assistir ao vídeo, surgiu o de ver. Então, assim, continuei assistindo e vi um homem com uma tesoura em suas mãos, e ele agarrava de maneira bem forte aquele animal. Rapidamente começou a cortar aquelas linhas envoltas em seu corpo.

E, assim, posteriormente a sua "breve" libertação, se vê que ela segue calmamente olhando tanto para o homem quanto para o mar. Percebe-se que ela [foca] sai confusa e sem muito a entender do ocorrido.

Entrementes, aquele animal deve ter pensado: - ora, mas como que ele pode me prender, me maltratar, me ferir, me matar... E agora me liberta, me solta, me cuida, me transmite carinho e afeto...?

- A maldade existente no ser humano é sem proporção. No momento em que transcrevo essa narrativa, faço em meio as lagrimas. São muito mais que sabias as palavras de jesus, quando diz: "Pai, eles não sabem o que fazem... É de uma dimensão verdadeiramente inimaginável"

Já disse isso: - penso que chegará o dia em que os humanos implorarão ao seu próximo [o seu próximo é tudo! É todo um conjunto: são as florestas e todos os seus moradores, os pássaros, os animais, todos os seres que habitam os oceanos, enfim, os humanos e ainda outros mais que não sabemos...]. E a todos eles lhe seja feita a suplica: me permita fazer algo bom a você; me deixe cuidar de você; me conceda o prazer de lhe dar algo que necessitas, por favor!

Então, acabo de escrever e paro de chorar. Aí me pergunto: quando chegará essa alegria que vem pela manhã?

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