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Para o vale maior, Emdurb precisaria de R$ 1,6 milhão; prefeitura descarta

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

O lixo permanece acumulado pelas calçadas de Bauru e a população reclama que o cronograma de coleta não está sendo seguido. E, para atender as reivindicações dos trabalhadores e pôr fim a greve que entra em seu 6.º dia neste sábado (23), o caixa da Emdurb precisaria de um aporte da prefeitura de R$ 1.604.250,00 até dezembro.

A prefeitura, no entanto, informa ao JC que realizou uma reunião informal com o presidente da empresa municipal, Everson Demarchi, e reitera que a possibilidade do aporte adicional para a Emdurb está descartada.

A prefeita Suéllen Rosim (PSC) aguarda ser notificada pela Justiça do Trabalho a respeito de uma nova audiência de conciliação.

Segundo o advogado do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm), José Francisco Martins, os trabalhadores já começaram a cumprir nesta sexta-feira (22) o aumento de 45% para 55% do efetivo da coleta. A decisão ocorreu na quinta-feira (21), em audiência de tentativa de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15.ª Região, em Campinas, junto com representantes da Emdurb e Sindtran.

Isso representa um acréscimo de 14 para 16 equipes nas ruas, divididas nos turnos da manhã, tarde e noite. Para este sábado, a coleta está definida para 23 bairros.

Ainda de acordo com o advogado, na segunda-feira (25), a partir das 6h, o sindicato e os servidores farão uma nova concentração no pátio da coleta da Emdurb para distribuir o efetivo de 55% e avaliar a possibilidade dos outros 45% saírem em uma manifestação pelas ruas de Bauru.

O JC recebeu reclamações de leitores e nas redes sociais os internautas também criticam que, apesar de seus bairros estarem na programação diária da Emdurb, a totalidade dos lixos não é recolhida e os sacos continuam se aglomerando em via pública. No Parque Paulistano, por exemplo, região do Marambá e Duque de Caxias, a última coleta de lixo ocorreu há 8 dias.

RESPONSABILIDADE

Conforme o JC já noticiou, a reunião de conciliação feita em Campinas destacou que os serviços prestados pela Emdurb são municipais e, portanto, o Executivo tem total responsabilidade sobre a solução de problemas relacionados a eles. Na oportunidade, segundo informou ao JC o Sinserm, o desembargador Francisco Alberto da Motta Peixoto Giordani, do TRT, pediu para que fosse avaliada pela prefeitura a viabilidade de fazer um aporte ou outra medida, como a antecipação de receita dos contratos, prática que tem sido comum em outros municípios.

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