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Alerta: quase 33 mil escorpiões são capturados em Bauru só neste ano

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Somente no primeiro semestre deste ano, o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Secretaria Municipal de Saúde capturou quase 33 mil escorpiões em Bauru, sendo a maioria deles em cemitérios. De acordo com o órgão, o grande volume de animais coletados é resultado do reforço deste serviço na cidade, instituído desde meados do ano passado.

De janeiro a junho, foram recolhidos 32.867 escorpiões, sendo 32.090 nas necrópoles e 777 dentro de residências, em quintais, terrenos, via pública e construções abandonadas. Diretor do DSC, Ezequiel Santos relata que, entre março e abril do ano passado, o departamento intensificou o trabalho de captura destes artrópodes no município, criando, inclusive, uma equipe exclusiva para executar este serviço diariamente, de segunda a sexta-feira.

"Antes, esta catança ocorria de forma mais esporádica, quando se observada aumento do número de escorpiões. Agora, este trabalho é contínuo. Atendemos denúncias, fazemos ações pontuais em residências, quando alguém é picado, e também o serviço de rotina nos cemitérios", esclarece.

O diretor explica que a equipe do DSC trabalha no período noturno, quando os animais são mais ativos e costumam sair de seus esconderijos para buscar alimento. E, neste primeiro semestre, o local com maior número de escorpiões capturados foi o Cemitério do Jardim Redentor, onde foram encontrados 14.600 exemplares. "Em todas as cidades, as necrópoles têm grande quantidade de escorpiões, por abrigar muitas baratas, principal alimento destes artrópodes. E a maior parte deles é capturada durante o verão, já o período mais quente do ano favorece a proliferação destes animais. Agora, no inverno, por mais que as temperaturas estejam altas durante o dia, à noite, esfria, e eles ficam mais reclusos", acrescenta.

ROTINA

Os números levantados pelo DSC não incluem os escorpiões que também são recolhidos por funcionários dos cemitérios. Segundo Haydn Kussuda, gerente de necrópoles e funerária da Emdurb, eles também realizam este serviço durante o expediente, porém, sem realizar contagem, como faz a Saúde. "Os ajudantes gerais, quando encontram em meio à rotina de trabalho, acabam matando e retirando os escorpiões do local", pontua.

Segundo Ezequiel Santos, a população destes artrópodes vem aumentando ao longo dos anos dentro das cidades em razão da expansão urbana, que acaba por reduzir as áreas de mata, habitat destas espécies. Também em função disso, se tornaram cada vez mais comuns acidentes com seres humanos, incluindo crianças e idosos, mais vulneráveis a terem complicações pela inoculação do veneno do escorpião.

Em Bauru, felizmente, estas ocorrências diminuíram no último ano. No primeiro semestre do ano passado, foram 171 pessoas picadas em suas residências e, no mesmo período de 2022, o número caiu 85. "Além da ocupação do habitat, há um problema de conscientização da população, especialmente em relação ao acúmulo de lixo orgânico, que atrai baratas", pondera.

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