Política

Empresa não assina contrato para recolher lixo e greve vai ao 10º dia

Tânia Morbi
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Após a publicação no Diário Oficial desta terça-feira (26), de que a empresa Celebre Ambiental, com sede em Baureri (Grande São Paulo), foi escolhida para fazer a coleta do percentual do lixo que não está sendo recolhido pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), desde a decretação de greve por seus funcionários, até a noite de ontem a contratação não havia sido efetivada, o que levou a prefeitura a estipular o prazo até esta quarta-feira (26) para assinatura do contrato. Caso contrário, uma nova empresa deveria ser convidada a assumir os serviços.

A empresa a ser contratada foi definida por meio de apresentação de propostas na Bolsa Eletrônica de Compras do Estado de São Paulo (BEC). Para prestar o serviço por 30 dias, a proposta foi de R$ 999.648,00, mas o prazo que pode ser prorrogado ou rescindido, conforme o andamento da greve.

Pelo proposta, a prefeitura pagaria R$ 267,00 por tonelada recolhida e transportada até o aterro de Piratininga. Atualmente, a Emdurb recebe R$ 201,81 pelo mesmo serviço, mas um pedido de realinhamento de preços, no qual a Emdurb pede a majoração para R$ 225,00, está sob análise na Secretaria de Meio Ambiente (Semma).

Desde a última quinta-feira (21), conforme acordado durante uma primeira audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª região, 55% dos trabalhadores da coleta devem sair às ruas.

A empresa terceirizada deverá ficar responsável pelo equivalente a cerca de 140 toneladas diárias (45% do total), com base na estimativa de 300 toneladas diárias. Uma nova reunião de conciliação está prevista para acontecer no próximo dia 3 de agosto, novamente no TRT, em Campinas, na tentativa de encontrar soluções para o impasse.

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