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Polícia apura morte de 25 animais com indício de crueldade

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de Bauru abriu um inquérito para apurar a morte de 25 animais, com indícios de crueldade e maus-tratos. Os corpos foram encontrados decapitados e esviscerados em uma Área de Preservação Permanente (APP), no Jardim Marabá, próxima ao Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), da Unesp, após uma denúncia. A presidente da ONG Naturae Vitae, Fátima Schroeder, registrou um Boletim de Ocorrência (BO) e se diz chocada com tamanha violência. "Em 20 anos de atuação pela causa animal, nunca tinha visto algo assim", revela.

Segundo o BO, no local estavam corpos de carneiros, filhotes de carneiros, galos, galinhas e um filhote de porca decapitados e com os abdomens abertos. Parte estava ao ar livre e outros em sacos plásticos ou trouxas de pano. As carcaças foram localizadas no dia 23 de julho e, de acordo com o relato à Polícia Civil, não havia mau cheiro, urubus ou moscas, o que indica que havia acontecido há poucas horas. Os animais foram enterrados no mesmo local.

"Fiquei chocada e me emocionei ao ver a cena. É muita crueldade. Nosso alerta é para sociedade denunciar qualquer tipo de violência contra os animais", afirma Fátima.

"Estamos tentando identificar os autores. Contamos com fotos e vídeos feitos pela ONG, estamos buscando imagens de câmeras de segurança e ouvindo pessoas para tentar descobrir quem fez isso", explica Dinair José da Silva, delegado titular do 3º Distrito Policial e também da delegacia do Meio Ambiente. O inquérito tem prazo de 30 dias, prorrogáveis por igual período.

Ainda de acordo com o delegado, os responsáveis podem responder pela prática de abuso, maus-tratos, por ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, cuja pena prevista é de detenção de três meses a um ano e multa. E, como as carcaças foram localizadas em uma APP, também podem responder por causar poluição que possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora, com pena de um a quatro anos de reclusão e multa.

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