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Abastecimento de água

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru completa seus 126 anos com a missão de enfrentar desafios de infraestrutura em ao menos cinco áreas consideradas mais urgentes: abastecimento de água, drenagem, esgoto, resíduos sólidos e asfalto.

Trata-se de obras públicas que precisam de planejamento de médio e longo prazo em razão da complexidade ou dos altos valores a serem empregados.

Uma das ações mais cobradas do poder público é o investimento em abastecimento de água. Hoje, quase 40% da cidade é abastecida pelo Rio Batalha. O restante do fornecimento é suprido por 35 poços artesianos espalhados pelo município. E, em períodos de estiagem acentuada, a população que depende do manancial enfrenta rodízios com racionamento de água. E a resposta do Executivo é quase sempre reativa. Via de regra, a prefeitura age colocando mais caminhões-pipa nas ruas.

PLANO DIRETOR

Referência técnica para enfrentar esse transtorno crônico de modo efetivo, o Plano Diretor de Água (PDA) estipula ações e metas a serem realizadas para a correção. Contudo, após 8 anos de sua conclusão e entrega à prefeitura, ele teve poucas metas cumpridas.

Segundo o PDA, o município já deveria ter investido cerca de R$ 146,8 milhões em melhorias, o que representa 57% do total de investimentos previstos até 2034. A setorização do abastecimento em toda a cidade também nunca chegou a ser finalizada. Tem andado a passos lentos ainda a redução da perda de água, que hoje é de 49% e precisa chegar a 25%. Há também a perda financeira devido a hidrômetros antigos que não marcam corretamente.

Outras metas do plano não realizadas são a recuperação da mata ciliar do Batalha, modernização da ETA e a viabilização de uma nova captação em 2.ª nascente, o que custaria até R$ 45 milhões aos cofres públicos.

INVESTIGAÇÃO

Após matéria do JC denunciando a inércia em 2021, a Câmara Municipal instalou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) e concluiu que o plano não foi executado corretamente. O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público para apuração de possível ação de improbidade administrativa contra ex-gestores.

A inauguração de novos poços pelo DAE é a única meta que parece ser trabalhada em dia, inclusive, pela atual gestão, mas há um limite para isso.

 

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