Tribuna do Leitor

'Bauru tem 279 mil eleitoras e eleitores aptos a votar em outubro de 2022'

Ivan Garcia Goffi
| Tempo de leitura: 1 min

Com o devido respeito à jornalista (que volto a presumir ser uma mulher), o modismo insipiente de recusar às regras dos substantivos comuns de dois gêneros não encontra respaldo na língua pátria ou qualquer alteração gramatical em curso, senão em ideologia (igualmente insipiente) para tentar valorizar a mulher onde não há nenhuma subserviência dela ao sexo oposto.

São loucuras trazidas pela ignorante Dilma Rousseff, que inaugurou um período desse tipo de boçalidade que, ao que se vê, rendeu bastante frutos em alguns meios. Poucos, felizmente.

Eleitores não é substantivo que define eleitor homem, mas ambos os sexos. Ao menos, assim é a regra gramatical.

Talvez a jornalista goste de escrever deputadas e deputados como se "deputados" fosse excludente do sexo feminino, mas nem mesmo isso poderia justificar no caso citado, já que não se diz 'eleitoros e eleitoras'.

Como o JC é um órgão de imprensa que atinge um público de dezenas de milhares de leitores, deve primar-se pela correção não apenas das informações que veicula, mas da redação de seus textos. E, decerto senão por uma ideologia que esteja sendo abraçada pelo JC sem que eu saiba, a insensatez de negar ao uso correto da língua portuguesa não me parece fazer parte do JC que conheço há três décadas.

Pedindo desculpas pela ousadia de "editar o que foi editado", subscrevo-me atenciosamente.

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