Tribuna do Leitor

Olhares e sentimentos sobre o tempo

Lucas Souza
| Tempo de leitura: 1 min

Aos 27 anos de idade, um sentimento de nostalgia que mistura emoções toma conta da minha mente. O motivo? Acontecimentos que pareciam recentes até outro dia já não são mais. Coisas que pareciam demorar para chegar já chegaram ou estão chegando.

Outras vão terminando em um piscar de olhos. Algumas limitações doem tanto quanto em outros períodos de transição. O mundo que a minha geração cresceu começa a mudar radicalmente em alta velocidade.

Vou sentindo intensamente os impactos daquilo que fiz ou deixei de fazer. Das pessoas que entraram e saíram. As lembranças dos erros e acertos e das oportunidades aproveitadas ou desperdiçadas sobrevoam a mente intensamente.

É a música Epitáfio, dos Titãs, sem acontecer o Epitáfio. As responsabilidades perto dos 30 aumentam, as expectativas em relação a nós e o nosso papel na sociedade passam por enormes transformações.

Cada atitude e as experiências da rotina causam reflexões maiores por fazer pensar como o passado moldou o presente e como o presente poderá moldar o futuro.

Afinal, vêm aquelas perguntas: o que estamos construindo? Estamos? Do jeito que queremos? Do jeito certo?

Sei lá, o tempo tem a resposta.

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