Internacional

Cessar-fogo de três dias na Faixa de Gaza

FolhaPress
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Gaza - Após cinco dias de bloqueio, Israel reabre pontos de passagem com a Faixa de Gaza no dia seguinte à conclusão de uma trégua com o grupo Jihad Islâmica, que começou às 17h30 deste domingo. Os pontos de fronteira foram abertos por questões humanitárias. Aproveitando o hiato, os moradores de Gaza removeram os escombros e enterraram seus mortos nesta segunda-feira (8), durante a pausa de três dias na batalha entre a Jihad Islâmica e Israel.

O ACORDO

O governo de ?Israel e a Jihad Islâmica concordaram, neste domingo (7), em estabelecer um cessar-fogo para interromper a série de ataques que atinge a Faixa de Gaza desde sexta (5) e deixou ao menos 43 palestinos mortos. 

O acordo contou com mediação do Egito. Mais cedo, o premiê israelense, Yair Lapid, em conversa com líderes no sul do país, disse que os objetivos foram alcançados e, assim, não haveria razões para seguir com a operação militar, apelidada de Amanhecer.

Segundo um porta-voz da Jihad, o acordo envolveria o compromisso do Cairo de atuar pela libertação de duas lideranças do grupo: Bassam Saadi, preso na Cisjordânia no início da semana passada, e Khalil Awaedeh. A detenção de Saadi, aliás, foi a principal catalisadora da tensão de agora.

A trégua interrompe a série de ataques que, segundo os palestinos, vitimou especialmente civis. O Ministério da Saúde local cita entre os mortos pelo menos 15 crianças e contabiliza ainda 311 feridos. Dois membros da cúpula da Jihad também foram mortos e, neste domingo, o Hamas incluiu entre as vítimas um de seus integrantes, Muhammad Afana.

Os bombardeios foram iniciados por Israel na sexta, em resposta ao que o governo de Lapid descreveu como ameaças terroristas a militares e civis por parte dos radicais ?o premiê disse ter agido de forma preventiva.

O grupo prometeu revidar, e, neste domingo, alarmes soaram em Jerusalém pela primeira vez desde a última grande escalada no conflito, em maio de 2021 ?na ocasião, 11 dias de ataques deixaram dezenas de palestinos mortos. Não houve, porém, registro de vítimas.

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