É ano de eleição e o assunto fake news provavelmente estará em alta nos próximos meses. As nossas instituições e os órgãos de imprensa deverão apresentar os planos e realizar trabalhos para combater notícias falsas.
E o desafio é bem mais complexo do que desmentir as mentiras disseminadas pelas redes, pois diferentes nichos são impactados pelas informações mentirosas e vivemos em uma sociedade contaminada por emoções afloradas nas bolhas da internet.
Como ganhar a corrida?
Muitas agências e jornalistas sérios ajudam a esclarecer vários boatos espalhados, um serviço que é fundamental contra a desinformação e deve ser valorizado, pois pode diminuir bastante os danos causados pelo conteúdo falso que se espalha criminosamente. Mas outros problemas aparecem nesta longa batalha:
Quando as agências e jornalistas sérios precisam desmentir informações falsas, é sinal de que a fake news percorreu um longo percurso e atingiu os cidadãos.
Estes, que por algum motivo espalharam e acreditaram na mentira, receberão a verdade com facilidade? Se receberem a informação verdadeira, divulgarão ela da mesma forma que disseminaram o conteúdo falso?
Ou seja, existe a difícil corrida desigual para que o esclarecimento da inverdade chegue até aos receptores de um jeito rápido e fácil. Algo mentiroso disseminado em alta velocidade tem grandes chances de sair na frente desta disputa, porque quando é desmentido o boato divulgado já proporcionou enormes confusões ao alcançar grande quantidade de pessoas. Aí resta o trabalho de contenção de riscos.
A bolha dos grupos de internet: as bolhas de internet potencializam espaços para conteúdos direcionados que apenas confirmam incondicionalmente as crenças pessoais de quem integra determinados grupos, favorecendo a criação de realidades paralelas.
Como dialogar com este público? Complicado, para não dizer impossível. Todos estarão com a mente fechada, querendo só confirmar as próprias ideias a todo custo, tratando qualquer assunto como se fosse mera questão de opinião.
Aconteça o que acontecer, estes grupos continuarão acreditando em fake news devido ao fanatismo e não pela inocência da falta de informações.
A enorme quantidade de conteúdos continuará trazendo grandes desafios no presente e no futuro.