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Moradores do Vargem Limpa cobram mais estrutura e posto de saúde

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

Um ano depois das entregas de chaves de 1.138 novas moradias e mais 89 lotes comerciais dos residenciais Vida Nova Bauru 1 e 2, atualmente chamado de Vargem Limpa, que reúne aproximadamente 4 mil munícipes, a população aguarda a estrutura que foi prometida pela Prefeitura de Bauru na região. Os bairros planejados ficam no norte da cidade, às margens da rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, na altura da Vila São Paulo.

Conforme o JC vem noticiando desde o início da assinatura do contrato, ainda na gestão do então prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB), as casas tiveram subsídios da Secretaria de Estado da Habitação e foram edificadas pela Pacaembu Construtora. A cerimônia de entrega ocorreu em abril e dezembro de 2021, pela atual prefeita Suéllen Rosim (PSC).

A reportagem apurou que o financiamento das casas está entre R$ 700,00 e R$ 900,00 por mês, em 30 anos, e que a média do IPTU é de R$ 250,00.

CRECHE E UBS

Segundo uma das moradoras do bairro, Margareth Cordeiro, 56 anos, dona de casa, o local possui água e esgoto, asfalto novo, aparelhos da chamada academia ao ar livre, campinho de futebol, quadra de areia, ciclovias, coleta de lixo, feira livre, mas ainda faltam estruturas extremamente importantes. "Quando a prefeita inaugurou aqui ela falou que iriam iniciar as obras para construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e creche. Já se passou um ano da entrega da unidade 1 e nenhum tijolo foi colocado. Para ir ao posto de saúde mais próximo nós temos que ir de ônibus ao Mary Dota e ainda andar mais 12 quarteirões", reclama.

TRANSPORTE

Margareth cobra ainda que a Emdurb trace uma rota de ônibus menos sofrível para a população. Segundo ela, a linha que liga o bairro ao Centro leva uma hora. "O circular dá muitas voltas em bairros, onde não há tanto embarque e desembarque de passageiros, entre eles o Beija-Flor e Santa Luzia. É muito demorado e cansativo. Estamos longe de tudo", acrescenta.

EDUCAÇÃO

A vizinha Regina Aparecida Lopes Rodrigues, 44 anos, auxiliar de serviços gerais, mora com dois filhos e um deles, o mais novo, de 16 anos, só conseguiu vaga no Nobuji Nagasawa. Ele vai estudar via transporte da empresa Brambilla. "Temos muitas mães aqui que precisam colocar seus filhos nas creches e crianças que ainda não conseguiram matrícula no ensino fundamental", comenta.

COMÉRCIO

Apesar de não ser um fator de responsabilidade do Poder Público, ambas as munícipes lamentam o fato de uma localidade com milhares de moradores ainda não ter investimentos da iniciativa privada, como um posto de combustíveis e um supermercado, por exemplo.

OUTRO LADO

Sobre as queixas, a Secretaria da Educação, por meio da assessoria de imprensa, informa que já tem reservadas duas áreas para a construção de uma escola e uma creche. Já a Secretaria de Saúde esclarece ter pronto o projeto para a implantação de uma Unidade de Saúde da Família (USF), que será construída como contrapartida para a Prefeitura de Bauru pela empresa que construiu o Residencial.

Por enquanto, a Saúde disponibiliza à população da região três USFs na Vila São Paulo, Pousada da Esperança e Nova Bauru, além das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Mary Dota, Chapadão/Mendonça e Beija-Flor, e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mary Dota. Na área da Educação, as escolas e creches no Jardim Ivone, Nova Bauru, Pousada da Esperança, Vila São Paulo, Mary Dota e Colina Verde estão atendendo a demanda dos moradores, conclui a nota enviada à reportagem.

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