Política

Campanha à Presidência começa com acenos a eleitores evangélicos

FolhaPress
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Brasília  - Os líderes nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República acenaram ao eleitorado evangélico e trocaram ataques de teor religioso nesta terça-feira (16), primeiro dia oficial da campanha eleitoral.

De um lado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sugeriu que, se perder as eleições, as pessoas podem ficar proibidas de falar em Deus. Do outro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou seu adversário de "ser um fariseu".

RELIGIÃO

O segmento religioso tornou-se alvo de disputa entre as campanhas. Os aliados de Lula constataram um avanço de Bolsonaro entre evangélicos, grupo em que o presidente já tinha dianteira e que apoiou majoritariamente o atual presidente em 2018.

Essa faixa da população preocupa os petistas por englobar uma parcela de baixa renda e beneficiária de programas sociais como o Auxílio Brasil. Lula tem como foco de seu discurso a população mais pobre.

O atual presidente se esforça para manter e ampliar o domínio entre os evangélicos.

JUIZ DE FORA

O chefe do Executivo escolheu Juiz de Fora (MG) para dar início à campanha pela reeleição, por ter sido a cidade onde sofreu um atentado com faca em 2018. Na linguagem bolsonarista, Juiz de Fora marcou o "renascimento" do mandatário.

Ele começou o dia de campanha no horário do expediente em uma reunião com um grupo de fiéis; depois, seguiu em motociata para o centro do município. Tanto os discursos de Bolsonaro como o da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foram marcados por termos religiosos.

Nos dois momentos em que discursou nesta terça, Bolsonaro falou sobre Deus e se mostrou como o candidato que defende os cristãos e as pautas conservadoras.

"Vamos falar de política hoje, sim, para que amanhã ninguém nos proíba de acreditar em Deus", declarou o presidente a apoiadores, no centro de Juiz de Fora.

EM SÃO PAULO

Lula deu o pontapé inicial de sua campanha à Presidência em visita à fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo. O local escolhido tem forte simbolismo, pelo fato de as trajetórias do PT e de Lula estarem ligadas à cidade do ABC paulista.

Lula disse que Bolsonaro está tentando manipular evangélicos e chamou o atual mandatário de "fariseu".

"Ele é um fariseu e está tentando manipular a boa-fé de homens e mulheres evangélicos que vão à igreja tratar da sua fé, da sua espiritualidade. Não haverá mentira nem fake news que manterão você governando esse país, Bolsonaro", discursou.

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