Tribuna do Leitor

Happy hour

Roberto "general" Macedo
| Tempo de leitura: 1 min

É público e notório, como dizia o ex-jogador Gerson, que o brasileiro adora "levar vantagem" nas suas compras. No setor etílico e gastronômico, então, nem se fala, adora um "happyzinho", geralmente das 18h às 20h, tomar seu choppinho acompanhado de um belisco bem "engordiet".

Com a crise econômica devido à pandemia, muitas casas fecharam, outras se mantiveram ativas e novas chegaram nesse período pós-reclusão quase obrigatória. Como usuário assíduo do happy, tenho percebido certos detalhes importantes que estão interferindo nesse "salutar" hábito consumista. Uma coisa importante é que muitos bares e restaurantes retiraram do cardápio as promoções, até aí concordo, pois cada um sabe onde "aperta seu calo".

O que discordo é daqueles que mantiveram o cardápio Happy, mas diminuíram o tamanho das porções ou aproximaram preço normal do diferenciado. Happy para mim é e sempre foi algo realmente compensador. No geral, para continuar a ser atrativo tem que ser como antes, de 30% a 40% no valor dos tira-gostos e 40% a 50% nas bebidas durante o curto período do happy. Tenho ido a alguns lugares em que a diferença nas porções e bebidas não chega a 10%, isso para mim não é happy e sim um pequeno desconto. Pior é perceber que o velho ditado "onde comem 2 comem 4" é aplicado ao contrário, onde comiam 4 hoje comem 2.

Happy hour é opção do empresário se quer atrair público com promoções que seja de forma honesta e boa para todos. Ninguém é "bobinho" hoje em dia. Percebendo essas "artimanhas", certamente vai deixar de frequentar. Fica um alerta: a honestidade de um está diretamente ligada à assiduidade do outro.

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